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Poppy transforma Rock in Rio em espetáculo de metal com 'remada viking'

Poppy transforma Rock in Rio em espetáculo de metal com 'remada viking'
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Poppy no Rock in Rio: da delicadeza pop ao metal intenso

A cantora Poppy surpreendeu o público ao subir no Palco Sunset durante o Rock in Rio 2026, apresentando uma performance que oscilou entre a sutileza pop e a agressividade do metal. Com um look temático em tons de verde e azul, a artista iniciou seu show no Poppy Rock in Rio com a delicada faixa "Have You Had Enough", deixando alguns espectadores confusos sobre sua verdadeira identidade musical.

O que à primeira vista parecia ser um set pop convencional rapidamente se transformou em algo completamente diferente. À medida que as músicas ganhavam densidade, Poppy revelava seu lado mais agressivo, transitando do "fofo kawaii" para vocalizações guturais, acompanhada por uma banda com integrantes usando máscaras bizarras e solos de guitarra acelerados. Esta dualidade artística é uma marca registrada da cantora, que sempre brincou com contrastes ao longo de sua carreira.

A trajetória eclética de Poppy

Antes de consolidar sua presença no cenário musical, Poppy ganhou notoriedade no início dos anos 2010 através de vídeos enigmáticos e desconcertantes, nos quais interpretava uma misteriosa "boneca androide". Sua imagem alternava entre o adorável e o perturbador, criando uma aura intrigante que a diferenciava de outras artistas emergentes na época.

Em 2016, Poppy se lançou formalmente como cantora pop, apresentando uma sonoridade mais eletrônica e dançante. No entanto, foi no metal que a artista encontrou sua verdadeira expressão musical, ainda que ela prefira se identificar como uma artista eclética, resistindo a definições rígidas de gênero. Esta versatilidade artística é exatamente o que a torna tão fascinante para um público diverso.

O show no Palco Sunset: alta e baixas energias

A dualidade característica de Poppy Rock in Rio funcionou bem nos primeiros momentos da apresentação, quando o público reagia com entusiasmo aos momentos de surpresa e contraste. Os efeitos especiais, incluindo chamas e fumaça no palco, intensificavam a experiência visual e contribuíam para manter a atenção da plateia engajada.

Contudo, com o passar do tempo, a fórmula começou a se repetir de forma excessiva. A maioria das faixas seguia um padrão previsível: iniciava lentamente e gradualmente aumentava a intensidade quando a percussão se intensificava. Esta oscilação contínua de ritmos, embora interessante em pequenas doses, contribuiu para um resfriamento da energia geral do show ao longo do tempo.

Poppy manteve uma interação mínima com a plateia, falando apenas o básico necessário, pedindo que o público formasse rodinhas e prosseguindo com seu repertório planejado. Notavelmente, ela não mencionou que "V.A.N", uma das faixas que mais mobilizou o público, era uma colaboração com Bad Omens, banda que também se apresentaria mais tarde no festival.

A curiosa "remada viking" do público

Um dos momentos mais peculiares do show no Poppy Rock in Rio ocorreu quando parte da plateia, por razões ainda não totalmente claras, começou a executar uma "remada viking" – o mesmo gesto característico dos torcedores da seleção norueguesa de futebol. Alguns fãs até se sentaram no chão enlameado do local para realizar este movimento coordenado.

É importante esclarecer que Poppy não possui qualquer ligação conhecida com o futebol norueguês ou a Noruega em geral. Os espectadores provavelmente teriam realizado o mesmo gesto para praticamente qualquer artista que subisse no palco, evidenciando mais um impulso espontâneo da multidão do que uma conexão deliberada com a apresentação da cantora.

Encerramento e avaliação geral da apresentação

O show de Poppy Rock in Rio ganhou novo fôlego nos momentos finais, particularmente quando a artista pediu para que a plateia criasse "a maior rodinha de todas" antes de encerrar com a faixa "New Way Out". A estratégia funcionou efetivamente, gerando uma energia notável que deixou a impressão de que a apresentação teria se beneficiado significativamente se mais momentos de interação como esse tivessem sido solicitados pela cantora.

Considerando o contexto geral do Rock in Rio 2026, o show de Poppy não foi nem o melhor do dia – posição ocupada pelo Sepultura, que reuniu uma multidão fervorosa – nem o pior, que ficou para MGK. A apresentação conseguiu converter alguns fãs novos e preencheu adequadamente seu horário na programação. No entanto, havia claramente espaço significativo para uma performance ainda mais impactante e envolvente, deixando a sensação de um potencial não completamente realizado.

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