Noticias Internas

MGK enfrenta rejeição do público em estreia pop punk no Rio

MGK enfrenta rejeição do público em estreia pop punk no Rio
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

MGK enfrenta rejeição do público em apresentação pop punk no Rio

O artista americano MGK, conhecido anteriormente como Machine Gun Kelly, realizou sua estreia no Rock in Rio 2026 neste sábado (5) em uma apresentação que condensou uma hora de sua trajetória musical, marcada pela transição do rap para o emo e pop punk. O show do cantor e rapper apresentou dificuldades para engajar parte significativa do público presente no festival carioca.

Colson Baker, nome real do artista de 36 anos que agora adota apenas MGK como identidade artística, enfrentou uma plateia dividida e hostil durante a apresentação. No início do espetáculo, o músico precisou interromper a performance para tentar acalmar espectadores que demonstravam desaprovação. A situação revelou uma desconexão entre o repertório apresentado e as expectativas de parte do público, especialmente fãs de bandas de rock mais pesado como Avenged Sevenfold.

A transformação artística de MGK no Rock in Rio

Durante o show, MGK expressou nervosismo evidente ao explicar que era um jovem de Ohio vivendo seu sonho e estava presente para cantar para seus fãs verdadeiros. O artista compartilhou reflexões sobre sua identidade musical, mencionando que "Machine Gun Kelly" era um personagem inspirado em um gângster dos anos 1930 e que buscava agora uma identidade diferente e mais pacífica.

A apresentação no Rock in Rio 2026 marcou uma nova fase do artista, tanto em termos de repertório quanto de posicionamento profissional. MGK deixou de utilizar exclusivamente o nome Machine Gun Kelly, simbolizando uma ruptura com personagens anteriores e uma busca por autenticidade artística. Essa transição refletiu-se nas escolhas musicais apresentadas durante a noite.

Repertório e escolhas musicais da apresentação

A música "FIX UR FACE", lançada no ano anterior, abriu os trabalhos e estabeleceu o tom da noite. A faixa revelou influências de pop rock de rádio do final dos anos 1990, com elementos reminiscentes de Limp Bizkit, inclusive com participação do vocalista Fred Durst na versão de estúdio original. Essa escolha demonstrou que MGK mantinha conexões com géneros mais comerciais e acessíveis.

Surpreendentemente, o artista deixou de lado "Bad Things", seu maior sucesso em parceria com Camila Cabello, durante a apresentação no Rock in Rio. Em seu lugar, optou por outras composições baseadas em influências de música de banda pop rock radiofónica, como "Out of my Head", originalmente do trio texano Fastball. Essa seleção de repertório refletiu as dificuldades em conciliar diferentes fases de sua carreira em um único espetáculo.

Performance e desafios técnicos da noite

A apresentação de MGK incluiu elementos visuais e performáticos peculiares que definiram a experiência geral. O artista cantava utilizando um microfone sustentado por um pedestal em formato de cigarro, enquanto dançava de maneira que evocava movimentos de uma boyband durante o solo de "Vampire Diaries". Entre performances, choraminga sobre temas existenciais e pessoais entre faixas de pop rock triste e melancólico.

A experiência acumulada em apresentações anteriores também informou a abordagem de MGK no Rock in Rio 2026. Durante sua estreia no Brasil no Lollapalooza 2022, sua performance havia sido transmitida em câmera lenta e dispersou considerável parte do público. Naquela ocasião, o artista havia explicado que não buscava um som perfeito, mas sim um reflexo autêntico de quem era naquele momento específico. Ele havia até mencionado que um dia ficaria velho e não faria mais apresentações desse tipo.

Momentos de destaque e reflexão final

Apesar dos desafios enfrentados, houve momentos que se elevaram acima da média geral da apresentação. A performance sóbria de "My ex's best friend", encerramento da noite, foi um desses destaques, apresentando uma interpretação contida e emotiva. Contudo, a crítica surge do contexto: em um festival dominado por públicos emo, a faixa faria sentido perfeito, porém em uma noite de Rock in Rio voltada ao rock pesado, o impacto emocional proposto não funcionou adequadamente para a audiência presente.

A apresentação de MGK no Rock in Rio 2026 exemplificou as tensões presentes na carreira do artista entre diferentes identidades musicais e públicos-alvo. Enquanto Colson Baker continua sua jornada artística buscando definir sua identidade longe do personagem "Machine Gun Kelly", os desafios de satisfazer públicos diversos em festivais de grande escala permanecem evidentes. A resposta morna do público carioca sinalizou que a transição do rap e hip-hop para emo e pop punk continua sendo uma questão central em sua aceitação por diferentes segmentos de fãs de música.

⏱ 4 min de leitura · 👁 3 leituras Partilhar 𝕏 X f Facebook ✈ Telegram in LinkedIn

Continuar a ler

Criptomoedas

Cardano (ADA) $0.2207 ▲ 4.77%
Dogecoin (DOGE) $0.0908 ▲ 7.18%
Bitcoin (BTC) $79,923 ▲ 0.48%