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Zema critica indicações de Lula ao STF

Zema critica indicações de Lula ao STF
Fonte: g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/06/20/zema-mira-segundo-turno-com-uniao-da-direita-e-fala-sobre-indicacoes-de-lula-ao-stf-em-entrevista.ghtml

Posicionamento de Zema sobre indicações de Lula ao STF

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, expressou críticas às indicações de Lula ao STF durante entrevista concedida ao podcaster sul-mato-grossense Firmino Cortada no programa Cortadas do Firmino, divulgada no sábado (20). Zema questionou a falta de critérios técnicos nas escolhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a mais alta corte do país.

Ao abordar o tema das indicações de Lula ao STF, o governador mineiro ironizou a composição recente da corte, argumentando que havia ausência de meritocracia nas seleções. Zema utilizou tom crítico para apontar as indicações de Lula ao STF como demonstração de escolhas baseadas em critérios político-partidários em vez de técnicos e profissionais.

Crítica à falta de meritocracia nas indicações

Zema defendeu a aplicação rigorosa de princípios meritocráticos na administração pública e questionou o método utilizado nas indicações de Lula ao STF. De acordo com o pré-candidato, as escolhas revelam desafio ao conceito de seleção baseada em qualificação profissional.

"O Lula não colocou lá no Supremo o advogado dele, o ministro dele e o advogado do PT. Faltou colocar a mulher e o filho só", declarou Zema, em tom irônico, criticando o que considerava indicações feitas sem observância de critérios puramente técnicos e imparciais.

Nomeações realizadas no terceiro mandato de Lula

As indicações de Lula ao STF no atual mandato incluem três nomes principais. Cristiano Zanin foi a primeira indicação do presidente, ocupando a vaga deixada por Ricardo Lewandowski. Este jurista possui trajetória vinculada ao círculo do governo federal.

A segunda indicação de Lula ao STF recaiu sobre Flávio Dino, então ministro da Justiça e Segurança Pública, escolhido para preencher a vaga aberta com a aposentadoria da ministra Rosa Weber. Já a terceira indicação, a de Jorge Messias, atual advogado-geral da União (AGU), teve sua nomeação rejeitada pelo Senado Federal.

Posição de Zema sobre a direita e segundo turno

Questionado sobre seu posicionamento político, Zema afirmou-se como representante do campo conservador e alternativa de terceira via. Argumentou que o espectro político pode sofrer reorganização em eventual segundo turno presidencial.

Zema informou ter conversado com o ex-presidente Jair Bolsonaro em agosto de 2023, comunicando sua intenção de candidatura. Segundo ele, Bolsonaro teria incentivado a disputa ao afirmar: "Zema, vá em frente. Quanto mais candidatos à direita tiver, melhor".

Para o governador mineiro, essa declaração evidencia crescimento do campo conservador. Defendeu que a multiplicidade de opções na direita não representa divisão, argumentando que haverá unidade no segundo turno. "Isso não quer dizer que a direita esteja dividida, porque ela vai estar toda unida no segundo turno", afirmou.

Crítica a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Zema reafirmou crítica anterior à relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, cuja proximidade tornou-se pública após vazamento de áudios e mensagens. O conteúdo divulgado mostrou comunicação em que Flávio cobrava recursos de Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"O que falei, está falado. Falo que quem se aproxima de um bandido banqueiro igual esse não merece aplauso, merece repúdio. Esse banqueiro bandido mora em Belo Horizonte, aonde ele nasceu. Eu estou em Belo Horizonte há 8 anos. Adivinha quantas vezes eu encontrei com ele? Nunca!", declarou o pré-candidato, enfatizando sua distância do banqueiro investigado.

Contexto da investigação sobre Vorcaro

Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, encontra-se preso em São Paulo, acusado de liderar esquema bilionário de fraudes financeiras que podem atingir R$ 12 bilhões, conforme investigação da Polícia Federal. Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões a Flávio Bolsonaro para financiamento do filme.

A Polícia Federal investiga se os valores foram utilizados para custeio das atividades de Eduardo Bolsonaro, outro filho de Jair, nos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de dinheiro mediante vídeo publicado em redes sociais, porém negou qualquer irregularidade nas transações.

No dia 15 de maio, Flávio Bolsonaro afirmou não ter motivos para justificativas, argumentando que Vorcaro era pessoa que circulava amplamente nos círculos de poder. Segundo o senador, o banqueiro patrocinava eventos de diversas emissoras de televisão e era cortejado por autoridades do país.

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