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Rondônia extingue lixões e implanta aterros sanitários

Rondônia extingue lixões e implanta aterros sanitários
Fonte: g1.globo.com/ro/ji-parana-regiao-central/noticia/2018/07/23/municipios-de-rondonia-se-preparam-para-extingir-lixoes-a-ceu-aberto.ghtml

Rondônia avança na erradicação de lixões a céu aberto

A região central de Rondônia enfrenta um desafio ambiental significativo com a destinação de mais de 140 toneladas diárias de resíduos. Neste contexto, sete municípios se mobilizam para eliminar completamente os aterros a céu aberto e implementar aterros sanitários modernos. Os municípios de Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Vale do Paraíso, Mirante da Serra, Nova União e Urupá integram uma população de aproximadamente 200 mil habitantes que será beneficiada pela transformação na gestão de resíduos sólidos.

Impactos ambientais dos depósitos de lixo inadequados

Os lixões tradicionais, além de degradarem a paisagem local, atraem fauna peçonhenta e urubus que espalham doenças. Mais preocupante ainda é a contaminação do solo e do lençol freático causada pelo chorume sem tratamento adequado. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabeleceu o prazo de 31 de julho para que todos os municípios encerrem definitivamente essas operações e redirecionem seus resíduos para instalações apropriadas.

O aterro sanitário de Ji-Paraná: solução regional

Ji-Paraná, distante pouco mais de 370 quilômetros de Porto Velho, é palco de um empreendimento privado que está na fase final de construção. Este aterro sanitário representa a esperança de seis municípios que não possuem infraestrutura própria. A empresa responsável já opera com êxito outras duas unidades no estado: uma em Cacoal e outra em Vilhena, que também atendem cidades do Mato Grosso.

Iniciada em junho, a obra está programada para conclusão em 180 dias. O projeto possui capacidade para processar 300 toneladas de lixo diariamente, oferecendo uma solução robusta para a região. A estrutura será localizada na Zona Rural de Ji-Paraná, isolada de áreas residenciais.

Tecnologia de tratamento e proteção ambiental

A coordenadora do Programa Ambiental, Maria Aparecida de Oliveira, destaca os mecanismos de proteção implementados no novo aterro sanitário. O projeto inclui isolamento completo da vala, evitando qualquer contato com o solo natural. O chorume passará por tratamento fisioquímico rigoroso antes de qualquer liberação, prevenindo contaminação do lençol freático e garantindo a qualidade da água subterrânea da região.

Benefícios sociais para catadores

A transformação do sistema de gestão de resíduos também contempla melhorias nas condições de trabalho dos catadores. Uma central de triagem será construída dentro da estrutura do aterro sanitário, com barracões apropriados alugados em diversos municípios. Essa mudança oferece proteção contra as intempéries, melhorando significativamente a salubridade e produtividade do trabalho diário desses profissionais.

Situação por município

Ji-Paraná

Como maior produtor de resíduos sólidos da região, Ji-Paraná gera 100 toneladas diárias. A Secretaria de Meio Ambiente realiza levantamento para formalizar a transferência para o aterro. Uma associação de aproximadamente 20 catadores trabalha há quase dois anos em instalação provisória, aguardando a conclusão das novas estruturas.

Ouro Preto do Oeste

Segundo maior gerador com 28 toneladas diárias, Ouro Preto do Oeste finaliza seu planejamento de encaminhamento ao aterro sanitário. Uma associação de 24 catadores está sendo formalizada para operar no município, garantindo inclusão social durante a transição.

Nova União

Este município de 8 mil habitantes produz 1,3 toneladas diárias. Já alugou espaço onde dez catadores separam materiais recicláveis, enquanto o restante dos resíduos sólidos é transportado ao aterro de Ji-Paraná.

Mirante da Serra

Aproximadamente 12 catadores serão beneficiados pela nova associação local. Todos os resíduos não recicláveis serão encaminhados diariamente ao aterro sanitário regional.

Urupá

Com pouco mais de 13 mil habitantes, Urupá planeja enviar seus resíduos ao aterro de Ji-Paraná três vezes semanalmente, otimizando custos e logística.

Vale do Paraíso

Produzindo duas toneladas diárias, Vale do Paraíso trabalha para encerrar operações do lixão tradicional. Uma cooperativa de reciclagem será inaugurada em 15 dias, complementando o sistema.

Referência: Teixeirópolis encerra lixão

Demonstrando que a transição é viável, Teixeirópolis já eliminou seu lixão a céu aberto desde janeiro. O município transporta todos os resíduos sólidos para o aterro sanitário de Cacoal, e a área anterior foi completamente reflorestada, transformando-se em espaço verde para a comunidade.

Importância estratégica da Política Nacional de Resíduos

O consórcio criado em outubro de 2010 demonstra o comprometimento regional com a sustentabilidade. A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu diretrizes que obrigam todos os municípios a adotarem gestão de resíduos ambientalmente responsável, eliminando práticas obsoletas que comprometerem ecossistemas locais.

A implementação de aterros sanitários em Rondônia marca um avanço significativo na proteção ambiental e na qualidade de vida da população regional, alinhando o estado aos padrões nacionais de responsabilidade com o planeta.

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