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Pesquisa Quaest de setembro mostra empate entre Lula e Flávio

Pesquisa Quaest de setembro mostra empate entre Lula e Flávio
Imagem: g1.globo.com. Uso informativo; os direitos pertencem ao seu titular.

Pesquisa Quaest de setembro: cenário político em transformação

A mais recente pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7 de setembro, apresenta um retrato complexo do cenário político brasileiro para as eleições de 2026. Os dados coletados entre 3 e 6 de setembro, com 2.004 entrevistados e margem de erro de 2 pontos percentuais, revelam dinâmicas importantes na disputa presidencial. A pesquisa Quaest mostra o presidente Lula mantendo a liderança no primeiro turno, porém com pressões que refletem desafios significativos para sua reeleição.

Primeiro turno: Lula na frente, mas com oscilações

No primeiro turno, a pesquisa Quaest indica Lula com 36% das intenções de voto, consolidando sua posição como favorito. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 29%, demonstrando força nas bases conservadoras do eleitorado. O candidato Augusto Cury registra 8% das intenções, queda comparada aos 10% apontados no levantamento anterior de 2 de setembro. Renan Calheiros e Tarcísio de Freitas Zema somam 3% cada um, enquanto outros candidatos totalizam 9%. O índice de indecisos alcança 10%, e aqueles que pretendem votar em branco, anular ou não votar representam 8% do eleitorado.

Segundo turno: empate técnico entre os principais candidatos

Na simulação de segundo turno mais provável, a pesquisa Quaest revela um cenário de empate técnico que preocupa os analistas políticos. Lula chega a 41% das intenções de voto, mantendo uma leve oscilação negativa em relação ao levantamento anterior, quando registrava 42%. Flávio Bolsonaro atinge os mesmos 41%, comparável aos 41% que já apresentava anteriormente. Este equilíbrio ilustra a competitividade extrema da disputa. Os indecisos no segundo turno representam 5% do eleitorado, enquanto 13% afirmam pretender votar em branco, anular ou se abster.

Divisão política e comportamento eleitoral por espectro ideológico

A análise segmentada por identidade política revela padrões previsíveis, mas com nuances importantes capturadas pela pesquisa Quaest. Entre os que se identificam como lulistas, 96% mantêm intenção de voto no presidente, enquanto 89% do eleitorado de esquerda também declara voto em Lula. Do lado oposto, 98% dos bolsonaristas pretendem votar em Flávio, e 86% do eleitorado de direita compartilham dessa preferência. Entre os eleitores independentes, que frequentemente decidem eleições, observa-se um empate notável, indicando espaço para oscilações conforme a campanha avance.

Potencial de voto, rejeição e medos políticos

A pesquisa Quaest também investigou indicadores além das intenções atuais de voto. Lula apresenta potencial de 44% e taxa de rejeição de 53%, enquanto Flávio registra rejeição de 55% com potencial de voto de 40%. Esses números se situam dentro da margem de erro, confirmando a proximidade entre os candidatos. No aspecto emocional, a pesquisa capturou o clima de polarização: 43% dos entrevistados afirmam ter medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto idêntico percentual de 43% expressa medo da continuidade do governo Lula, revelando uma sociedade profundamente dividida.

Diferenças geracionais no medo político

Um achado particularmente revelador da pesquisa Quaest diz respeito às variações por faixa etária. Os eleitores mais jovens apresentam crescente preocupação com a continuidade do governo Lula, enquanto aqueles com 60 anos ou mais manifestam maior temor em relação à possível volta da família Bolsonaro ao poder. Essas diferenças geracionais refletem experiências distintas e podem influenciar comportamentos eleitorais de forma significativa.

Desaprovação do governo como fator crítico

Um dos dados mais preocupantes apresentados pela pesquisa Quaest é a taxa de desaprovação do governo Lula, que alcança 50%. De julho até setembro, contrariando tendências históricas observadas em outros governos, a aprovação presidencial tem apresentado tendência de piora. Este patamar de desaprovação é reconhecido pelos analistas políticos como um dos principais preditores de dificuldades para reeleição, reduzindo as chances de sucesso eleitoral de Lula para menos de 50%.

Variações regionais e demográficas na desaprovação

A deterioração da aprovação conforme revelado pela pesquisa Quaest ocorre de forma desigual pelo território nacional. No Nordeste, a desaprovação cresceu de 29% para 35%, enquanto no Sudeste o aumento foi ainda mais expressivo, passando de 50% para 56%. Entre os eleitores do sexo masculino, a desaprovação saltou de 50% para 57%. Os jovens eleitores mostram o aumento mais dramático, com a desaprovação crescendo de 46% para 55%, sinalizando uma mudança importante na percepção dessa parcela do eleitorado.

Endividamento e crédito como variáveis explicativas

A pesquisa Quaest identifica o endividamento das famílias brasileiras como uma variável crucial para compreender o desempenho governamental. O período de piora na aprovação coincide exatamente com o intervalo entre julho e setembro, quando mais brasileiros voltaram a relatar dificuldades com dívidas. O programa Desenrola 2.0, que havia iniciado com avaliação positiva de 50%, perdeu apoio, caindo para 43% de aprovação como

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