Franclim critica arbitragem após derrota

Técnico reclama de decisão arbitral após revés
A arbitragem esteve no centro das atenções após o jogo entre Botafogo e Vitória. Franclim Carvalho, treinador do Botafogo, foi enfático ao criticar as decisões que marcaram a partida disputada neste domingo à noite. A arbitragem comandada por Paulo Cesar Zanovelli foi alvo de questionamentos diretos do técnico, que não poupou palavras para expressar sua insatisfação com lances que, na sua avaliação, não foram bem interpretados.
O lance polêmico envolvendo Danilo
O principal ponto de discórdia concentrou-se em um lance envolvendo Danilo, ocorrido ainda no primeiro tempo. Segundo Franclim, Ramon, lateral-esquerdo do Vitória, deveria ter recebido cartão vermelho, mas apenas o amarelo foi exibido pelo árbitro. O treinador do Botafogo considerou aquela uma decisão incompreensível, especialmente pelo fato de o VAR estar operacional durante a partida.
Em suas declarações na coletiva de imprensa, Franclim foi direto: "É impossível o senhor Daniel Nobre, do VAR, não expulsar o Ramon no lance do Danilo". O técnico afirmou que a entrada foi clara e que a arbitragem teve todos os recursos disponíveis para tomar a decisão correta. "Eu não sei o que é preciso fazer para expulsar naquele lance. O VAR estava funcionando, porque deram impedimento no lance seguir ao 1 a 0. Bem ajuizado. O pênalti do Huguinho? Bem ajuizado. O lance do Danilo é um escândalo para mim", completou.
Resposta do treinador sobre as críticas
Franclim reconheceu a dificuldade do momento após a goleada sofrida na quinta-feira anterior contra o Cienciano, pela Copa Sul-Americana. Apesar do contexto desfavorável, o técnico manteve a postura profissional ao explicar que a equipe precisa "continuar a fazer o trabalho" e manter "os pés no chão". Ele compreende que resultados ruins trazem cobrança, mas insistiu que o foco deve permanecer na performance cotidiana.
"Quando nós temos um jogo, uma derrota pesada como tivemos na quinta, vocês que estão fora colocam muita coisa em causa. Nós temos que continuar a fazer nosso trabalho. Sabemos que foi um dia muito difícil para nós, botafoguenses", disse Franclim, reconhecendo o impacto emocional dos últimos resultados.
Análise da partida e substituições
Ao analisar o desempenho tático, Franclim explicou as mudanças realizadas durante o confronto. Huguinho, que havia recebido cartão amarelo logo no primeiro minuto, foi substituído por Junior Santos ainda na primeira etapa. O técnico argumentou que, com a alteração das circunstâncias do jogo após o gol do Vitória, precisou ajustar a formação defensiva.
"Chamei o Domingos porque o árbitro poderia anular a decisão do pênalti. O adversário fez o gol, colocamos o Junior para ter o Danilo como segundo volante e o Medina como primeiro volante. Ou seja, um pouco mais expostos, mas tínhamos que ir atrás do resultado", explicou o treinador, justificando as mudanças táticas que buscaram maior criatividade ofensiva.
Oportunidades desperdiçadas
Franclim também ressaltou que ambas as equipes tiveram chances claras para marcar. O Botafogo desperdiçou ao menos duas oportunidades interessantes, com cabeçadas de Cabral e Junior Santos, enquanto o Vitória aproveitou a cobrança de pênalti. "É preciso fazer gol. Houve duas oportunidades claríssimas deles: o pênalti e um lance do Rene, já no segundo tempo. E nós temos duas: uma do Cabral, de cabeça, e uma do Júnior, de cabeça, claríssima também", destacou.
Situação de Danilo após a entrada dura
O técnico também abordou o estado físico e emocional de Danilo após sofrer aquela entrada polêmica no primeiro tempo. Franclim relatou que o jogador apresentava inchaço no pé e estava em lágrimas após o lance, mas mesmo assim quis continuar em campo para ajudar a equipe. "O pé estava inchado, o Danilo estava chorando. Não estava só mancando, estava chorando também, estava com dores", descreveu o treinador, evidenciando o profissionalismo demonstrado pelo jogador.
Posteriormente, no intervalo, havia a possibilidade de substituir o jogador, mas Danilo ofereceu garantias de que aguentaria. Apenas na segunda etapa, com uma substituição simultânea de Medina, que apresentava câimbras, é que o zagueiro foi retirado do campo.
Aspecto emocional do elenco
Franclim enfatizou que o lado emocional dos jogadores foi afetado pelo resultado negativo anterior, o que é natural em qualquer ambiente de trabalho profissional. "É normal, porque somos humanos, os jogadores são humanos. Tentamos, não conseguimos fazer gol. O adversário acaba fazendo um gol de pênalti", ressaltou o treinador ao justificar a performance aquém do esperado.
O técnico deixou claro que, apesar das dificuldades, a equipe tentou reagir e ofereceu resistência durante os noventa minutos, mas a falta de efetividade ofensiva acabou determinando o resultado desfavorável. A equipe agora precisa trabalhar para recuperar a confiança e melhorar o aproveitamento de oportunidades em jogos futuros, enquanto o tema sobre a qualidade da arbitragem continuará gerando debate entre a torcida e a imprensa especializada.
