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Ex-presidente do BRB preso tinha perfil megalomaníaco

Ex-presidente do BRB preso tinha perfil megalomaníaco
Fonte: g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/07/03/ex-presidente-do-brb-preso-pela-pf-era-megalomaniaco-e-ibaneis-errou-em-indicacao-diz-celina-leao.ghtml

Governadora do DF critica gestão anterior do Banco de Brasília

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), responsabilizou o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) pela escolha do ex-presidente do BRB preso, Paulo Henrique Costa, cujo comando da instituição resultou em transações financeiras problemáticas com o Banco Master, pertencente ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Durante entrevista concedida ao GloboNews Mais na última sexta-feira, Celina caracterizou Costa como uma pessoa inadequada para liderar o Banco de Brasília em função de suas condutas.

Características do ex-presidente do BRB preso questionadas

Conforme relato da governadora, o ex-presidente do BRB preso apresentava comportamentos que o tornavam impróprio para a função. Celina Leão afirmou que Costa possuía características de megalomaníaco, utilizando recursos pessoais em atividades internacionais fora do país, o que indicava gestão distanciada das prioridades locais do Distrito Federal. "Eu era desafeta do Paulo Henrique, achava que ele tinha uma mania de megalomaníaco, patrocinava corridas fora do Brasil, então... uma gestão muito longe daqui", declarou.

A governadora também ressaltou que tal indicação representou equívoco da administração anterior. "Olha só, eu acho que a gestão errou quando escolheu uma pessoa que realmente não tinha capacidade para comandar o BRB. [Erro] Do próprio Ibaneis", completou Celina Leão em sua avaliação crítica.

Prisão pela Polícia Federal em operação específica

Paulo Henrique Costa assumiu a presidência do Banco de Brasília no início do governo Ibaneis Rocha, permanecendo no cargo até ser detido pela Polícia Federal em novembro de 2025, durante a operação Compliance Zero. Sua prisão marcou ponto final em administração caracterizada por irregularidades administrativas e transações questionáveis que comprometeram a saúde financeira da instituição.

Falhas identificadas no setor de compliance

Além de criticar a indicação, Celina Leão apontou deficiências estruturais no próprio sistema de compliance do Banco de Brasília. Segundo a governadora, a instituição contava com aproximadamente dez diretores em sua estrutura formal, porém apenas quatro ou cinco eram nomeados pelo ex-presidente do BRB preso, estratégia que concentrava o poder decisório nas mãos de Costa.

"Nós temos, por exemplo, nove a 10 diretores [no BRB]. Eram nomeados quatro ou cinco, para ele [Costa] ter um controle maior ali das decisões, ficar com pessoas mais restritas nas decisões. Então eu tenho certeza que isso foi realmente um erro da escolha do nome e da falha do compliance também do banco", explicou Celina em detalhe sobre os mecanismos administrativos falhos.

Trajetória de Celina Leão na administração pública

A governadora assumiu a vice-governadoria do Distrito Federal em 2023, ainda durante o segundo mandato de Ibaneis Rocha, e passou a exercer o cargo de governadora em abril do ano atual, quando Ibaneis deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Senado. Naquela época, a liderança anterior do Banco de Brasília já havia sido afastada dos quadros administrativos.

Medidas implementadas pela nova administração

Após assumir o governo, Celina Leão implementou uma série de modificações estruturais no Banco de Brasília visando contornar a crise administrativa e financeira. A governadora realizou troca completa de todos os superintendentes e diretorias da instituição, além de contratar auditorias internacionais para investigar irregularidades acumuladas.

"Troquei todos os superintendentes do banco, todas as diretorias do banco, nós colocamos auditorias internacionais. Inclusive, essas auditorias descobriram vários crimes que foram denunciados pela própria imprensa, pela PGR [...] conseguimos fazer um acordo com o Supremo pra recuperar o BRB numa missão muito difícil", enumerou a governadora, destacando as ações corretivas implementadas.

Recuperação do Banco de Brasília em andamento

O governo do Distrito Federal, que funciona como acionista majoritário do Banco de Brasília, trabalha na busca de empréstimos destinados à capitalização da instituição, reforçando sua estrutura financeira após período turbulento. As auditorias internacionais contratadas pela atual administração revelaram diversos crimes que foram posteriormente comunicados à imprensa e ao Procurador-Geral da República.

Questões de gênero na liderança pública

Celina Leão abordou questão relevante sobre a percepção social em relação às mulheres em posições executivas. A governadora argumentou que sua condição de gênero não a incapacitava para resolver problemas administrativos complexos como a crise no Banco de Brasília. "Até pelo fato de sermos mulheres, as pessoas acreditavam que a gente não daria conta de resolver situações graves como essa. Eu acho que problemas estão aí para serem resolvidos. A minha condição de gênero não me tira nada da capacidade de resolver um problema, assim como um homem", finalizou.

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