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Brasileira condenada na Coreia por perseguir Jung Kook

Brasileira condenada na Coreia por perseguir Jung Kook
Fonte: g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/23/brasileira-e-condenada-na-coreia-do-sul-por-perseguicao-e-invasao-a-casa-de-jung-kook-do-bts.ghtml

Condenação da brasileira por perseguição ao integrante do BTS

Uma cidadã brasileira de 30 anos foi condenada na Coreia do Sul por perseguição e invasão de propriedade contra Jung Kook, integrante da famosa boy band BTS. O tribunal de Seul determinou uma pena de um ano de cadeia com execução suspensa por dois anos, conforme revelado pelos periódicos sul-coreanos The Korea Times e LawTalk News.

A condenação pela perseguição ao cantor ocorreu após investigação rigorosa das autoridades locais sobre os episódios ocorridos entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. Durante esse período, a brasileira foi levada à delegacia pela polícia do distrito de Yongsan, no centro da capital coreana, após se dirigir repetidamente à residência do artista.

Detalhes da decisão judicial

O juiz Park Ji-won, do Tribunal Distrital Ocidental de Seul, fundamentou a sentença considerando diversos aspectos do caso. A pena suspensa significa que a mulher não será imediatamente encarcerada, desde que cumpra as condições estabelecidas pela Justiça e não cometa novas infrações durante o período de dois anos.

Entre os fatos agravantes destacados pela corte, o tribunal ressaltou que a brasileira compareceu à residência do cantor mesmo após receber advertência explícita da polícia e violar medidas emergenciais impostas pelas autoridades competentes. Um episódio particularmente grave ocorreu na madrugada do dia 12 de dezembro, quando tocou a campainha da casa 133 vezes consecutivas.

Circunstâncias atenuantes na sentença

Apesar dos atos de perseguição, o tribunal considerou circunstâncias que funcionaram como atenuantes na decisão. De acordo com a corte, a mulher teria agido motivada por sentimentos emocionais em relação ao cantor, sem demonstrar intenção direta de causar danos físicos ou materiais.

A magistratura também observou que Jung Kook não presenciou diretamente os momentos das invasões e que a brasileira não conseguiu acessar áreas internas da residência, como quartos ou cômodos privados. Outro fator importante foi a avaliação de baixo risco de reincidência, considerando que ela permanecia em detenção preventiva desde fevereiro e seria deportada após a sentença se tornar definitiva.

Histórico de transtorno mental

Familiares da brasileira revelaram que ela sofre de transtorno mental e necessita de acompanhamento psicológico contínuo com medicação controlada. Uma parente informou ao G1 que a jovem, originária da Paraíba, havia se mudado para São Paulo anos antes e interrompeu voluntariamente o tratamento que realizava em sua cidade natal.

Segundo relatos familiares, a mulher viajou para Seul em novembro de 2025 sem informar seus parentes, tendo guardado dinheiro solicitando ajuda à mãe para a viagem. Os familiares descobriram seu paradeiro através de redes sociais e demonstraram extrema preocupação com sua situação de saúde mental.

Surtos e comportamento obsessivo

A parente revelou que a brasileira acredita que Jung Kook seria o amor de sua vida, manifestando comportamento obsessivo característico de surtos psicológicos. Médicos diagnósticos a condição como transtorno que requer medicação contínua, sendo a falta dela um fator de risco para episódios de instabilidade emocional.

Outra familiar relatou que a jovem havia apresentado surto similar em 2021, sendo diagnosticada por psiquiatras na época. Ela mantém contato diário com a mãe via ligações, mas recusa retornar ao Brasil, apesar dos apelos constantes da família.

Impacto na família e deportação

A família da brasileira foi severamente afetada pela situação, com parentes expressando profunda preocupação durante meses. Uma parente declarou que a rotina familiar foi impactada pela ansiedade constante, afirmando que não tiveram Natal nem Ano Novo normais enquanto ela permanecia detida na Coreia do Sul sem medicação adequada.

A deportação foi apontada como solução preferível pelos familiares, pois permitiria que a mulher recebesse tratamento adequado no Brasil e fosse acompanhada pela mãe. Conforme a sentença se tornar definitiva, as autoridades coreanas deverão proceder com a deportação, finalizando o caso na jurisdição sul-coreana.

Assistência consular e procedimentos legais

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro, através da Embaixada em Seul, informou que presta assistência consular à cidadã brasileira. A mulher recebe visitas do consulado e mensagens de familiares enquanto permanece em centro de detenção.

Conforme apurado, a brasileira foi encontrada pelas autoridades coreanas e levada para detenção preventiva em fevereiro de 2026, permanecendo nessa situação por aproximadamente três meses até a sentença. O jornal The Korea Herald reportou que ela invadiu a residência do cantor aproximadamente 20 vezes durante um mês, iniciando em 7 de dezembro de 2025, o que levou as autoridades a encaminharem o caso ao Ministério Público sul-coreano.

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