Brasileira condenada na Coreia por perseguir Jung Kook

Condenação da brasileira por perseguição ao integrante do BTS
Uma cidadã brasileira de 30 anos foi condenada na Coreia do Sul por perseguição e invasão de propriedade contra Jung Kook, integrante da famosa boy band BTS. O tribunal de Seul determinou uma pena de um ano de cadeia com execução suspensa por dois anos, conforme revelado pelos periódicos sul-coreanos The Korea Times e LawTalk News.
A condenação pela perseguição ao cantor ocorreu após investigação rigorosa das autoridades locais sobre os episódios ocorridos entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. Durante esse período, a brasileira foi levada à delegacia pela polícia do distrito de Yongsan, no centro da capital coreana, após se dirigir repetidamente à residência do artista.
Detalhes da decisão judicial
O juiz Park Ji-won, do Tribunal Distrital Ocidental de Seul, fundamentou a sentença considerando diversos aspectos do caso. A pena suspensa significa que a mulher não será imediatamente encarcerada, desde que cumpra as condições estabelecidas pela Justiça e não cometa novas infrações durante o período de dois anos.
Entre os fatos agravantes destacados pela corte, o tribunal ressaltou que a brasileira compareceu à residência do cantor mesmo após receber advertência explícita da polícia e violar medidas emergenciais impostas pelas autoridades competentes. Um episódio particularmente grave ocorreu na madrugada do dia 12 de dezembro, quando tocou a campainha da casa 133 vezes consecutivas.
Circunstâncias atenuantes na sentença
Apesar dos atos de perseguição, o tribunal considerou circunstâncias que funcionaram como atenuantes na decisão. De acordo com a corte, a mulher teria agido motivada por sentimentos emocionais em relação ao cantor, sem demonstrar intenção direta de causar danos físicos ou materiais.
A magistratura também observou que Jung Kook não presenciou diretamente os momentos das invasões e que a brasileira não conseguiu acessar áreas internas da residência, como quartos ou cômodos privados. Outro fator importante foi a avaliação de baixo risco de reincidência, considerando que ela permanecia em detenção preventiva desde fevereiro e seria deportada após a sentença se tornar definitiva.
Histórico de transtorno mental
Familiares da brasileira revelaram que ela sofre de transtorno mental e necessita de acompanhamento psicológico contínuo com medicação controlada. Uma parente informou ao G1 que a jovem, originária da Paraíba, havia se mudado para São Paulo anos antes e interrompeu voluntariamente o tratamento que realizava em sua cidade natal.
Segundo relatos familiares, a mulher viajou para Seul em novembro de 2025 sem informar seus parentes, tendo guardado dinheiro solicitando ajuda à mãe para a viagem. Os familiares descobriram seu paradeiro através de redes sociais e demonstraram extrema preocupação com sua situação de saúde mental.
Surtos e comportamento obsessivo
A parente revelou que a brasileira acredita que Jung Kook seria o amor de sua vida, manifestando comportamento obsessivo característico de surtos psicológicos. Médicos diagnósticos a condição como transtorno que requer medicação contínua, sendo a falta dela um fator de risco para episódios de instabilidade emocional.
Outra familiar relatou que a jovem havia apresentado surto similar em 2021, sendo diagnosticada por psiquiatras na época. Ela mantém contato diário com a mãe via ligações, mas recusa retornar ao Brasil, apesar dos apelos constantes da família.
Impacto na família e deportação
A família da brasileira foi severamente afetada pela situação, com parentes expressando profunda preocupação durante meses. Uma parente declarou que a rotina familiar foi impactada pela ansiedade constante, afirmando que não tiveram Natal nem Ano Novo normais enquanto ela permanecia detida na Coreia do Sul sem medicação adequada.
A deportação foi apontada como solução preferível pelos familiares, pois permitiria que a mulher recebesse tratamento adequado no Brasil e fosse acompanhada pela mãe. Conforme a sentença se tornar definitiva, as autoridades coreanas deverão proceder com a deportação, finalizando o caso na jurisdição sul-coreana.
Assistência consular e procedimentos legais
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro, através da Embaixada em Seul, informou que presta assistência consular à cidadã brasileira. A mulher recebe visitas do consulado e mensagens de familiares enquanto permanece em centro de detenção.
Conforme apurado, a brasileira foi encontrada pelas autoridades coreanas e levada para detenção preventiva em fevereiro de 2026, permanecendo nessa situação por aproximadamente três meses até a sentença. O jornal The Korea Herald reportou que ela invadiu a residência do cantor aproximadamente 20 vezes durante um mês, iniciando em 7 de dezembro de 2025, o que levou as autoridades a encaminharem o caso ao Ministério Público sul-coreano.
