O diretor do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a taxa básica de juros, a Selic, deve ser mantida em 15% por um período prolongado para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida pelo governo. Em entrevista recente, ele destacou que a política monetária está mais restritiva e que isso é desejado pela instituição.
A Selic é a principal ferramenta utilizada pelo BC para controlar a inflação. Quando a taxa está alta, os juros cobrados pelos bancos também aumentam, o que desestimula o consumo e, consequentemente, reduz a demanda por produtos e serviços. Com menos pessoas comprando, a inflação tende a cair. Por outro lado, quando a Selic está baixa, os juros ficam mais atrativos e estimulam o consumo, o que pode gerar um aumento nos preços.
A meta de inflação estabelecida pelo governo para 2021 é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Ou seja, a inflação pode variar entre 2,25% e 5,25% sem que o BC seja considerado ineficiente em sua política monetária. Atualmente, a inflação acumulada em 12 meses está em 8,06%, muito acima da meta.
De acordo com Campos Neto, o BC está atento à inflação e tem adotado medidas para controlá-la. Ele ressaltou que a alta nos preços é um fenômeno global, causado principalmente pela retomada da economia após a crise provocada pela pandemia de Covid-19. No entanto, ele acredita que a inflação no Brasil está sendo influenciada também por fatores internos, como o aumento no preço dos alimentos e a desvalorização do real frente ao dólar.
Para garantir a convergência da inflação à meta, o BC tem mantido a Selic em 15% desde março deste ano. A expectativa é que a taxa permaneça nesse patamar até o final de 2022. A decisão é vista com bons olhos pelo mercado financeiro, que acredita que a manutenção da Selic em níveis elevados é necessária para conter a inflação.
O diretor do BC destacou que a política monetária está mais restritiva e que isso é desejado pela instituição. Ele explicou que, apesar de a Selic estar em 15%, o juro real – que é a diferença entre a taxa básica e a inflação – está em torno de 7%, o que é considerado alto. Segundo ele, essa é uma forma de garantir que a inflação não saia do controle e volte a ficar dentro da meta estabelecida pelo governo.
Campos Neto também ressaltou que o BC está atento à evolução da economia e que, caso seja necessário, poderá adotar medidas adicionais para conter a inflação. Ele citou, por exemplo, a possibilidade de aumentar a taxa de juros em uma reunião extraordinária do Comitê de Política Monetária (Copom), que é responsável por definir a Selic.
O diretor do BC também comentou sobre a alta no preço dos alimentos, que tem sido um dos principais responsáveis pelo aumento da inflação. Ele destacou que esse é um fenômeno global, mas que no Brasil a situação é agravada pela desvalorização do real frente ao dólar. Segundo ele, o BC está monitorando a situação e, caso seja necessário, poderá adotar medidas para conter a alta nos preços.
Apesar da inflação alta, Campos Neto se mostrou otimista em relação à economia brasileira. Ele destacou que a retomada da atividade econômica tem sido mais rápida do que o esperado e que a expectativa é que o país cresça mais de 5% este ano. Ele também ressaltou que











