Na última sexta-feira, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi questionado sobre a possibilidade de receber o candidato a secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro. Em resposta, o chefe de Estado afirmou: “Eu vou falar com a delegação que vier do PS, quem escolhe são eles”.
Esta afirmação foi feita após uma visita ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde Marcelo Rebelo de Sousa esteve a acompanhar o processo de vacinação contra a COVID-19. A declaração do presidente surge num momento em que o PS ainda não definiu o possível sucessor de António Costa como líder do partido.
O assunto tem gerado grande expectativa e especulação na política portuguesa, uma vez que a decisão do PS terá impacto direto na governação do país. No entanto, a postura de Marcelo Rebelo de Sousa mostra uma vez mais a sua postura de não se intrometer nos assuntos partidários, deixando essa escolha nas mãos dos próprios socialistas.
Ao afirmar que vai “falar com a delegação que vier do PS”, o presidente mostra que está aberto ao diálogo com o partido e interessado em ouvir as suas propostas. Mais do que isso, demonstra uma vez mais a sua preocupação com a estabilidade política e com a manutenção de uma relação cordial entre a Presidência da República e os demais partidos políticos.
Esta postura do presidente tem sido elogiada por diversos setores da sociedade portuguesa, que veem em Marcelo Rebelo de Sousa uma figura agregadora, que procura manter um ambiente de diálogo e união em meio a cenários políticos muitas vezes polarizados.
Além disso, a declaração de Marcelo Rebelo de Sousa mostra também o seu respeito pela autonomia do PS em escolher o seu próprio líder. Ao afirmar que “quem escolhe são eles”, o presidente deixa claro que é papel do partido definir o seu rumo e que a sua função é, sobretudo, a de servir como “árbitro” dos interesses do país.
Este tom conciliador e de diálogo faz parte da personalidade do presidente da República, que sempre mostrou uma postura independente em relação aos partidos políticos, mas ao mesmo tempo diplomática e interessada em colaborar com todos eles para o bem do país.
A exemplo disso, Marcelo Rebelo de Sousa já recebeu em Belém todos os líderes partidários com assento parlamentar, numa demonstração de abertura e boa vontade para ouvir diferentes perspetivas políticas.
Desta forma, é possível perceber que a declaração do presidente sobre a possível visita de José Luís Carneiro a Belém é, mais uma vez, uma atitude positiva e equilibrada, que demonstra que Marcelo Rebelo de Sousa está disposto a colaborar com o PS e a trabalhar pelo melhor interesse do país.
Reiterando a sua postura de não intervenção nos assuntos partidários, o presidente deixa claro que a sua relação com o próximo líder do PS será pautada pelo diálogo e respeito mútuo, independentemente de quem seja escolhido pelo partido.
Em tempos de polarização e divergências políticas, a postura de Marcelo Rebelo de Sousa é um exemplo a ser seguido, mostrando que é possível manter uma relação cordial e construtiva com todas as forças políticas para o bem comum.
Assim, fica evidente que a declaração do chefe de Estado sobre receber ou não José Luís Carneiro é apenas mais um capítulo da sua atuação como presidente de todos os portugueses, que busca sempre a coesão e a união em benefício da nação.









