O mundo da arte está sempre em constante evolução, com novos artistas surgindo a cada dia e obras que deslumbram e inspiram. No entanto, também é importante lembrar e homenagear aqueles que já deixaram seu legado e continuam a ser lembrados por sua contribuição para a arte. Um desses artistas é o catalão Francisco “Paco” Durrio, que volta a ser lembrado 40 anos após sua morte pela sua arte clássica e suas passagens pelo Brasil, ao lado de sua esposa, a escultora e fã da Loewe, Maria Martins.
Paco Durrio nasceu em Barcelona, Espanha, em 1875. Desde cedo, mostrou interesse e talento pela arte, estudando na Escola de Belas Artes de Barcelona e na Escola de Belas Artes de Madrid. Durante sua juventude, ele também teve a oportunidade de viajar pela Europa, conhecendo as obras dos grandes mestres da arte clássica, como Michelangelo e Rafael.
No entanto, foi em Paris que Durrio encontrou seu verdadeiro lar e sua verdadeira paixão pela arte. Lá, ele se juntou ao círculo artístico de Montmartre, onde conheceu artistas como Pablo Picasso e Georges Braque. Foi também em Paris que ele conheceu sua futura esposa, Maria Martins, uma escultora brasileira que se tornaria sua grande musa e inspiração.
Juntos, Paco e Maria embarcaram em diversas viagens pelo mundo, incluindo uma estadia de quatro anos no Brasil, entre 1935 e 1939. Durante esse período, o casal viveu no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde Paco teve a oportunidade de expor suas obras e se envolver com a cena artística local.
No Brasil, Paco Durrio foi reconhecido por sua arte clássica e sua técnica impecável, que lhe rendeu o apelido de “El Greco catalão”. Suas obras eram uma mistura de influências da arte renascentista e do cubismo, criando um estilo único e marcante. Ele também foi um grande defensor da arte como forma de expressão e de protesto, tendo participado de diversas manifestações artísticas durante sua estadia no país.
Além de suas próprias obras, Durrio também se dedicou a promover a arte de outros artistas, como sua esposa Maria Martins e o escultor francês Auguste Rodin. Ele também foi um grande admirador da marca de luxo Loewe, tendo se tornado amigo pessoal do fundador da empresa, Enrique Loewe Roessberg. Sua esposa, Maria, também era uma grande fã da marca e chegou a criar uma escultura em homenagem à marca, que foi exposta na loja da Loewe em Madrid.
Apesar de terem retornado para a Europa em 1939, Paco e Maria continuaram a manter uma forte conexão com o Brasil e sua arte. Durrio continuou a expor suas obras em galerias brasileiras e chegou a receber a Medalha de Ouro da Academia Brasileira de Belas Artes em 1945. Maria Martins também teve uma carreira de sucesso como escultora, tendo suas obras expostas em galerias de todo o mundo.
Infelizmente, Paco Durrio faleceu em 1940, deixando um legado de arte clássica e um exemplo de dedicação à arte e à criatividade. Sua esposa, Maria Martins, continuou a promover sua arte e a manter sua memória viva, até sua própria morte em 1973.
Hoje, 40 anos após sua morte, Paco Durrio volta a ser lembrado e homenageado por sua contribuição para a arte e sua passagem pelo Brasil ao lado de sua esposa e musa, Maria Martins. Sua arte clássica continua a inspirar e encantar gerações, e sua história é um











