Protótipo vai além da mamografia e ‘ilumina’ regiões que podem esconder tumores; mulheres com tecido mamário denso podem ser beneficiadas
A mamografia é um exame essencial para a detecção precoce do câncer de mama, que é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo. No entanto, para algumas mulheres, esse exame pode não ser tão eficaz devido ao tecido mamário denso, que pode esconder possíveis tumores. Mas agora, um novo protótipo promete ir além da mamografia e “iluminar” essas regiões, beneficiando as mulheres com esse tipo de tecido mamário.
Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, o protótipo é uma ferramenta que utiliza luz infravermelha para mapear os tecidos mamários e identificar possíveis tumores. A técnica é baseada em um processo chamado de tomografia óptica difusa, que consiste em enviar luz infravermelha através do tecido mamário e medir a quantidade de luz que é absorvida ou refletida por ele.
O tecido mamário denso é caracterizado pela presença de uma grande quantidade de tecido fibroglandular, o que pode dificultar a visualização de possíveis tumores na mamografia. Isso acontece porque tanto o tecido fibroglandular quanto os tumores absorvem luz infravermelha de forma semelhante, o que torna difícil a sua distinção. No entanto, com a tomografia óptica difusa, é possível diferenciar esses tecidos, já que os tumores tendem a absorver mais luz do que o tecido fibroglandular.
Além disso, o protótipo também é capaz de “iluminar” as áreas escuras do tecido mamário, que podem indicar a presença de tumores. Isso é possível porque, durante a tomografia óptica difusa, a luz infravermelha é capaz de penetrar mais profundamente no tecido mamário, permitindo a visualização de regiões que poderiam ficar ocultas na mamografia.
Os pesquisadores já realizaram testes com o protótipo em tecidos mamários de pacientes com diferentes tipos de densidade mamária. Os resultados foram promissores, mostrando que a técnica é capaz de identificar tumores em tecidos densos com uma precisão de 95%. Além disso, a tomografia óptica difusa também foi capaz de detectar tumores em tecidos mamários menos densos, com uma precisão de 85%.
Essa nova ferramenta pode ser especialmente benéfica para as mulheres com tecido mamário denso, que representam cerca de 40% da população feminina. Essas mulheres têm um risco maior de desenvolver câncer de mama e, muitas vezes, precisam realizar exames adicionais, como a ressonância magnética, para uma melhor avaliação. Com o protótipo, essas mulheres poderão ter um diagnóstico mais preciso e rápido, o que pode aumentar suas chances de cura.
Além disso, a tomografia óptica difusa é um exame não invasivo, indolor e sem radiação, o que o torna uma opção mais segura e confortável para as mulheres. Além disso, o custo do exame é mais baixo do que o da ressonância magnética, o que pode torná-lo mais acessível para a população.
O protótipo ainda está em fase de testes e deve passar por mais estudos antes de ser disponibilizado para uso clínico. No entanto, os resultados até o momento são muito promissores e podem representar um avanço significativo na detecção precoce do câncer de mama.
É importante ressaltar que, mesmo com o avanço da tecnologia, a mamografia continua sendo o exame mais









