O Chega, partido político português de extrema-direita, apresentou um pedido ao Governo para que este volte atrás no regime do lay-off, que tem sido aplicado a muitas empresas durante a pandemia do COVID-19. O partido defende que os trabalhadores devem receber o seu salário na totalidade, ao invés de apenas uma parte, como tem sido feito até agora. Esta iniciativa contou com o apoio do Partido Socialista, que se juntou ao Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português e Livre para alterar o decreto do Governo e garantir que os trabalhadores não sejam prejudicados financeiramente durante este período difícil.
O lay-off é um regime que permite às empresas suspender temporariamente os contratos de trabalho dos seus funcionários, reduzindo assim os custos com salários. Esta medida foi implementada pelo Governo português como forma de mitigar os impactos económicos da pandemia do COVID-19, que obrigou muitas empresas a fecharem portas e a reduzirem a sua atividade. No entanto, esta medida tem sido alvo de críticas por parte de vários setores, que consideram que os trabalhadores estão a ser prejudicados ao receberem apenas uma parte do seu salário.
O Chega, liderado por André Ventura, tem sido um dos principais críticos do regime do lay-off. O partido defende que os trabalhadores devem receber o seu salário na totalidade, independentemente da situação financeira das empresas. Para o Chega, é inadmissível que os trabalhadores sejam penalizados durante esta crise, enquanto as grandes empresas continuam a lucrar. Por isso, apresentou um pedido ao Governo para que este volte atrás nesta medida e garanta que os trabalhadores recebam o seu salário na totalidade.
Este pedido do Chega foi apoiado pelo Partido Socialista, que se juntou ao Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português e Livre para alterar o decreto do Governo. Estes partidos defendem que é necessário garantir que os trabalhadores não sejam prejudicados financeiramente durante este período difícil. Para eles, é fundamental que o salário seja pago na totalidade, pois muitas famílias dependem exclusivamente deste rendimento para sobreviver.
Esta iniciativa do Chega e dos restantes partidos foi bem recebida pelos trabalhadores e pelos sindicatos. Muitos consideram que é justo que recebam o seu salário na totalidade, uma vez que continuam a trabalhar, mesmo que em regime de teletrabalho. Além disso, há também a preocupação com os trabalhadores que estão em lay-off e que recebem apenas uma parte do seu salário, o que pode comprometer o seu sustento e o das suas famílias.
No entanto, o Governo tem sido resistente a esta alteração no regime do lay-off. O primeiro-ministro, António Costa, defende que esta medida foi implementada para garantir a sobrevivência das empresas e dos postos de trabalho. Além disso, alega que o salário pago na totalidade pode ser um peso demasiado para as empresas neste momento de crise. No entanto, com o apoio de vários partidos e a pressão dos trabalhadores, é possível que o Governo acabe por ceder e alterar o decreto para garantir que o salário seja pago na totalidade.
Em tempos de crise, é fundamental que os trabalhadores sejam protegidos e que os seus direitos sejam respeitados. O lay-off pode ser uma medida necessária para garantir a sobrevivência das empresas, mas não pode ser usado como desculpa para prejudicar os trabalhadores. Por isso, é importante que o Governo esteja atento às necessidades dos trabalhadores e que tome medidas para garantir que estes não sejam prejudicados financeiramente.
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