Nos últimos anos, temos visto um crescente movimento em prol da aceitação de corpos reais e da diversidade na moda. No entanto, essa mudança de mentalidade ainda é um desafio para a indústria da moda, que por muito tempo tem sido criticada por promover padrões de beleza irreais e inatingíveis. Mas, em meio ao avanço global da magreza extrema, a semana de moda britânica trouxe uma lufada de ar fresco ao celebrar corpos reais e reacender o debate sobre a importância da diversidade na moda.
A semana de moda de Londres, considerada uma das mais importantes do mundo, aconteceu este mês e trouxe uma série de desfiles que quebraram paradigmas e mostraram a beleza em todas as suas formas. Um dos destaques foi o desfile da marca de lingerie Bluebella, que apresentou uma coleção com modelos de diferentes etnias, tamanhos e idades. A marca também fez questão de não retocar as imagens das modelos, reforçando a mensagem de que todos os corpos são bonitos.
Outro desfile que chamou a atenção foi o da marca de moda inclusiva Teatum Jones, que trouxe modelos com deficiência física e emocionou o público com sua mensagem de empoderamento e inclusão. A designer Catherine Teatum disse em entrevista que seu objetivo é “criar roupas para todos”, independente de sua condição física ou aparência.
Esses são apenas alguns exemplos de como a moda está finalmente abrindo espaço para a diversidade e mostrando que a beleza não tem um padrão único. No entanto, é importante lembrar que essa mudança não aconteceu da noite para o dia. Durante muitos anos, mulheres e homens lutaram para quebrar os estereótipos impostos pela indústria da moda e finalmente estão sendo ouvidos.
A semana de moda britânica também trouxe à tona um debate importante sobre a saúde mental e a pressão que muitas vezes é colocada sobre modelos para se encaixarem em um padrão de beleza irreal. A modelo Charli Howard, que desfilou para a Bluebella, falou sobre sua batalha contra a anorexia e a importância de se aceitar como é. “Temos que parar de nos comparar com as imagens retocadas que vemos nas revistas e entender que a verdadeira beleza vem de dentro”, disse ela.
Outra iniciativa importante da semana de moda foi o lançamento do manifesto “Change Fashion”, que pede por mais diversidade e inclusão na moda. O movimento foi liderado pela modelo Adwoa Aboah, que defende que “a moda deve ser um reflexo da sociedade e celebrar a diversidade em todas as suas formas”.
É encorajador ver que a semana de moda britânica está abraçando a diversidade e promovendo uma imagem mais realista e saudável do corpo humano. No entanto, ainda há muito a ser feito. A indústria da moda como um todo precisa se esforçar para que a diversidade não seja apenas uma tendência passageira, mas sim uma realidade constante em todas as suas campanhas e desfiles.
Além disso, é importante que essa valorização da diversidade não se limite apenas à aparência física, mas também inclua a diversidade de gênero, raça, idade e orientação sexual. A moda tem um poder incrível de influenciar a sociedade e é fundamental que essa influência seja positiva e inclusiva.
Em um mundo onde a pressão pela perfeição é constante, é inspirador ver a moda se posicionando a favor da valorização dos corpos reais e da diversidade. Esperamos que essa tendência se espalhe para outras semanas de moda ao redor do mundo e continue a trazer uma mensagem de aceitação e empoderamento para todos. Pois, afinal de contas, a verdadeira beleza










