Em uma entrevista recente ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a médica e pesquisadora Tatiana Sampaio esclareceu os limites da substância que tem sido vista como uma promessa no tratamento de lesões medulares. Com uma abordagem clara e objetiva, a especialista trouxe informações importantes sobre a utilização da substância e suas possibilidades de tratamento.
A substância em questão é a fosfoetanolamina sintética, conhecida popularmente como “pílula do câncer”. Apesar de ter sido inicialmente desenvolvida para o tratamento de tumores, a fosfoetanolamina vem sendo estudada também para o tratamento de lesões medulares. No entanto, Tatiana Sampaio alerta que ainda não existem estudos suficientes que comprovem sua eficácia nesse tipo de lesão.
Segundo a médica, a fosfoetanolamina pode ter um efeito neuroprotetor, ou seja, pode ajudar a proteger as células nervosas após uma lesão medular. No entanto, ela ressalta que isso não significa que a substância seja capaz de regenerar as células danificadas. “É importante deixar claro que a fosfoetanolamina não é uma cura para a lesão medular, mas pode ser uma ferramenta importante no processo de recuperação”, afirmou Tatiana.
A pesquisadora também explicou que a utilização da fosfoetanolamina no tratamento de lesões medulares ainda é considerada experimental e deve ser feita com cautela. “Não podemos afirmar que a substância é segura e eficaz sem estudos clínicos bem conduzidos. É preciso ter cuidado para não criar falsas expectativas em pacientes e suas famílias”, ressaltou.
Durante a entrevista, Tatiana Sampaio também abordou a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento de lesões medulares. Além de possíveis tratamentos farmacológicos, é fundamental que o paciente tenha acesso a uma equipe de profissionais que possam auxiliá-lo em sua reabilitação, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e psicólogos.
A médica também destacou a importância de se investir em pesquisas e estudos sobre lesões medulares. Segundo ela, ainda há muito a ser descoberto sobre o funcionamento do sistema nervoso e as possibilidades de tratamento para lesões medulares. “Precisamos de mais investimentos em pesquisas e de uma maior conscientização sobre a importância de se estudar e entender melhor essa condição”, afirmou.
Ao final da entrevista, Tatiana Sampaio deixou uma mensagem de esperança para os pacientes com lesão medular e suas famílias. “Apesar de ainda não termos uma cura definitiva para a lesão medular, é importante lembrar que a ciência está em constante evolução e novas descobertas podem surgir a qualquer momento. Não podemos desistir e devemos continuar lutando por uma vida melhor”, concluiu.
Com sua expertise e clareza, Tatiana Sampaio trouxe importantes esclarecimentos sobre a utilização da fosfoetanolamina no tratamento de lesões medulares. É fundamental que as informações sejam passadas de forma responsável e que os pacientes tenham acesso a tratamentos seguros e eficazes. A esperança é uma aliada importante nessa jornada e, com o avanço da ciência, podemos acreditar em um futuro melhor para todos.












