Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) têm se destacado cada vez mais como uma importante classe de investimentos no mercado financeiro brasileiro. Com um patrimônio líquido superior a R$ 900 bilhões em 2025 e um crescimento de 22,5% em apenas 12 meses, esses fundos se consolidam como pilar do crédito estruturado em meio à revisão regulatória.
O mercado de FIDCs tem atraído cada vez mais atenção de investidores e gestores de recursos, principalmente por sua alta rentabilidade e diversificação de riscos. Esses fundos são uma opção para quem busca diversificar suas carteiras de investimentos e obter retornos atrativos.
Mas o que são os FIDCs e por que eles têm se destacado tanto no mercado financeiro? Os FIDCs são fundos de investimento que têm como principal objetivo a aquisição de direitos creditórios, ou seja, títulos de crédito originados por empresas e instituições financeiras. Esses títulos podem ser de diversos tipos, como duplicatas, cheques, contratos de financiamento, entre outros.
Uma das principais características dos FIDCs é a sua estruturação, que permite a separação dos riscos dos títulos em diferentes classes. Isso possibilita que os investidores escolham quais tipos de títulos desejam investir, de acordo com seu perfil e objetivo. Além disso, essa estrutura permite que os fundos tenham uma diversificação de riscos, o que reduz a possibilidade de perdas e aumenta a segurança dos investimentos.
Outro fator que tem atraído investidores para os FIDCs é a alta rentabilidade que esses fundos oferecem. Em um cenário de juros baixos, como o que estamos vivenciando atualmente, os FIDCs se tornam uma opção interessante para quem busca retornos maiores em suas aplicações. De acordo com dados da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a rentabilidade média dos FIDCs no primeiro semestre de 2021 foi de 3,7%, enquanto a taxa básica de juros (SELIC) estava em 2,75%.
Além disso, os FIDCs são uma alternativa para diversificação de carteiras de investimentos, já que esses fundos possuem diferentes tipos de títulos em suas carteiras. Isso é importante pois, em momentos de crise ou instabilidade econômica, ter uma carteira diversificada pode ajudar a reduzir os riscos e proteger o patrimônio.
Com o crescimento do mercado de FIDCs, também temos visto um aumento na oferta de fundos com diferentes perfis e estratégias. Isso possibilita que os investidores escolham aqueles que melhor se adequam às suas expectativas e objetivos. Há fundos que investem em títulos de empresas de diferentes setores da economia, fundos que focam em títulos de crédito de pequenas e médias empresas, entre outros.
Além disso, os FIDCs também têm se destacado como uma forma de investimento para empresas que buscam captar recursos para suas atividades. Ao emitir títulos de crédito, essas empresas conseguem obter o capital necessário para expandir seus negócios e, ao mesmo tempo, oferecem uma opção de investimento para os FIDCs.
Diante do crescimento e consolidação dos FIDCs no mercado financeiro, é natural que haja uma revisão regulatória para garantir a transparência e segurança desses fundos. Em 2020, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lançou uma audiência pública para discutir mudanças nas normas que regulamentam os FIDCs. O objetivo é aprimorar a transparência e a padronização das informações disponibilizadas aos invest












