Henrique Gouveia e Melo, ex-candidato presidencial e atualmente conhecido por liderar a task force responsável pelo plano de vacinação contra a COVID-19 em Portugal, não poupou críticas à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, após a resposta do Estado às recentes tempestades que assolaram o país. Em um artigo de opinião publicado no jornal “Público”, Gouveia e Melo considera que a ministra deveria pedir a exoneração de seu cargo, apontando falhas repetidas de liderança, planejamento e coordenação governativa.
As recentes tempestades que atingiram Portugal deixaram um rastro de destruição e sofrimento em várias regiões do país. Inundações, deslizamentos de terra e quedas de árvores foram apenas alguns dos problemas enfrentados pela população. E, infelizmente, além dos danos materiais, também houve perdas humanas. Diante dessa situação, é natural que a população esperasse uma resposta rápida e eficiente do Estado. No entanto, o que se viu foi uma série de falhas que evidenciaram a falta de preparo e coordenação por parte do governo.
Em seu artigo, Gouveia e Melo destaca que a ministra Maria Lúcia Amaral é a responsável pela Proteção Civil, que tem como principal função coordenar e executar ações de proteção e socorro em situações de emergência. No entanto, segundo o autor, a atuação da ministra foi marcada por falhas e omissões. Ele cita, por exemplo, a falta de previsão e planejamento adequados, que poderiam ter minimizado os impactos das tempestades. Além disso, Gouveia e Melo aponta a falta de liderança e coordenação entre os diferentes organismos do Estado, que resultou em uma resposta desorganizada e ineficaz.
O ex-candidato presidencial também critica a postura da ministra durante e após as tempestades. Segundo ele, Maria Lúcia Amaral não demonstrou empatia e solidariedade com as vítimas, limitando-se a fazer declarações burocráticas e distantes da realidade vivida pelas pessoas afetadas. Além disso, Gouveia e Melo ressalta que a ministra não assumiu a responsabilidade pelas falhas e não apresentou medidas concretas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no futuro.
Diante desse cenário, Gouveia e Melo é enfático ao afirmar que a ministra deveria pedir a exoneração de seu cargo. Para ele, é inadmissível que uma pessoa que ocupa um cargo de tamanha importância e responsabilidade não tenha sido capaz de cumprir suas funções de forma efetiva. Além disso, o autor destaca que a exoneração seria um gesto de respeito e consideração com as vítimas das tempestades e suas famílias, que merecem uma resposta à altura da gravidade da situação.
É importante ressaltar que as críticas de Gouveia e Melo não se limitam apenas à ministra Maria Lúcia Amaral, mas também abrangem o governo como um todo. Para ele, as falhas na resposta às tempestades são reflexo de uma falta de planejamento e coordenação governativa, que se repete em outras áreas e situações. E, nesse sentido, o autor faz um apelo para que o governo reveja suas práticas e atue de forma mais eficiente e responsável.
Em suma, o artigo de opinião de Henrique Gouveia e Melo é um alerta para que o governo assuma suas responsabilidades e trabalhe de forma mais efetiva em situações de emergência. A exoneração da ministra da Administração Interna seria um gesto de respeito








