Nos últimos 20 anos, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tem acompanhado de perto a situação das drogas nas Américas. E, de acordo com o último levantamento divulgado pela organização, a crise de opioides tem sido a principal preocupação na América do Norte, enquanto a cocaína continua a ser a droga mais consumida na América do Sul e Central.
A crise de opioides é um problema de saúde pública que tem afetado principalmente os Estados Unidos e o Canadá. O uso excessivo de medicamentos opioides, como a morfina, oxicodona e fentanil, tem causado uma epidemia de overdoses e mortes relacionadas a drogas. Segundo a OPAS, em 2018, mais de 47 mil pessoas morreram devido ao uso de opioides nos Estados Unidos, e o Canadá também tem enfrentado um aumento alarmante de mortes relacionadas a essas substâncias.
Uma das principais causas dessa crise é a prescrição excessiva de opioides para o tratamento de dores crônicas. Muitas vezes, esses medicamentos são receitados sem uma avaliação adequada do histórico médico do paciente, o que pode levar ao uso indevido e à dependência. Além disso, a falta de acesso a tratamentos eficazes para o vício em opioides também contribui para a gravidade da crise.
Para combater essa situação, a OPAS tem trabalhado em conjunto com os países da América do Norte para implementar políticas de prevenção e tratamento do uso de opioides. Entre as medidas adotadas estão a melhoria do monitoramento e controle da prescrição desses medicamentos, a promoção de terapias alternativas para o tratamento da dor e a ampliação do acesso a tratamentos para o vício em opioides.
Enquanto isso, na América do Sul e Central, a cocaína continua sendo a droga mais consumida. De acordo com a OPAS, em 2018, cerca de 2,5 milhões de pessoas usaram cocaína na região, o que representa 1,3% da população adulta. Além disso, a cocaína também é a principal causa de mortes relacionadas a drogas nessas regiões.
A cocaína é uma droga estimulante que pode causar efeitos imediatos, como aumento da frequência cardíaca, pressão arterial e temperatura corporal, além de efeitos a longo prazo, como danos ao sistema cardiovascular e ao cérebro. Além disso, o uso de cocaína também está associado a um maior risco de violência e criminalidade.
Para enfrentar esse problema, a OPAS tem trabalhado em conjunto com os países da América do Sul e Central para implementar políticas de prevenção e tratamento do uso de cocaína. Entre as medidas adotadas estão a promoção de campanhas de conscientização sobre os riscos do uso da droga, a ampliação do acesso a tratamentos para o vício em cocaína e a melhoria da segurança nas fronteiras para combater o tráfico de drogas.
Além da crise de opioides e do uso de cocaína, a OPAS também tem se preocupado com o aumento do consumo de outras drogas, como a maconha e o álcool, nas Américas. Segundo o levantamento, em 2018, cerca de 2,4% da população adulta da região consumiu maconha, e o álcool foi responsável por 5,8% das mortes relacionadas a drogas.
Diante desses desafios, a OPAS tem trabalhado em conjunto com os países das Américas para implementar políticas de prevenção e tratamento do uso de drogas, além de promover a cooperação internacional para combater o tráfico de drogas. Além disso, a organização








