André Ventura é um dos candidatos às eleições presidenciais de 2021 em Portugal e tem sido uma figura muito falada nas redes sociais. No entanto, não pelas melhores razões. O candidato de extrema-direita tem sido alvo de várias acusações de desinformação e manipulação de conteúdo, tornando-se assim a figura que reúne a maior percentagem de desinformação nas redes sociais durante esta campanha eleitoral.
Desde o início da campanha, os meios de comunicação social e os jornalistas têm apontado alguns casos de descredibilização da sua parte, que são preocupantes e merecem ser destacados. Em primeiro lugar, é importante salientar que é dever dos candidatos à Presidência serem transparentes e prestarem contas aos cidadãos sobre as suas ideias e propostas políticas. No entanto, André Ventura tem optado por uma estratégia diferente, descredibilizando os meios de comunicação e os jornalistas que questionam as suas posições.
Um dos casos mais marcantes desta descredibilização foi a polémica entrevista que deu à TVI, onde o candidato insultou um jornalista e disse que os media portugueses são “uma vergonha”. Este tipo de atitudes não só demonstra falta de respeito pelos profissionais de comunicação social, mas também tenta desvalorizar o trabalho dos jornalistas e colocar em causa a sua credibilidade na sociedade.
Para além disso, os apoiantes de André Ventura têm, por vezes, utilizado conteúdo manipulado ou falsificado para promover o candidato nas redes sociais. É importante lembrar que este tipo de práticas é considerado crime e demonstra uma falta de ética e respeito por parte da equipa de campanha. É importante que todos os candidatos se mantenham dentro dos limites da lei e que não recorram a práticas ilícitas para promover as suas candidaturas.
Outro dos casos mais preocupantes neste contexto é o uso de contexto falso por parte de André Ventura e dos seus apoiantes. Ou seja, utilizam declarações ou vídeos antigos fora do seu contexto original para criar uma narrativa manipulada. Esta estratégia tem como objetivo prejudicar a imagem de outros candidatos ou promover posições extremistas, o que é extremamente perigoso numa sociedade democrática.
Toda esta desinformação que tem sido promovida nas redes sociais por André Ventura e a sua equipa de campanha têm causado uma polarização e um clima de confronto na sociedade portuguesa. É importante que os eleitores estejam informados e sejam responsáveis na escolha do próximo Presidente da República, evitando cair em conteúdos manipulados ou falsos.
É também importante que os meios de comunicação social assumam a sua responsabilidade neste contexto e que continuem a exercer o seu papel de vigilância e informação à sociedade. O jornalismo livre e independente é essencial numa sociedade democrática e não deve ser alvo de ataques e descredibilização por parte de candidatos políticos.
Em suma, é evidente que André Ventura é o candidato às eleições presidenciais que reúne a maior percentagem de desinformação nas redes sociais. A sua estratégia de descredibilizar os media e os jornalistas, utilizar conteúdo manipulado, falsificado e fora de contexto é prejudicial para a democracia e para o debate político num país. É importante que os cidadãos estejam atentos e informados para que possam fazer uma escolha consciente e responsável nas urnas.








