A presença feminina na medicina tem sido cada vez mais forte e evidente, e na cirurgia oncológica não é diferente. Nas últimas décadas, temos visto um avanço significativo da participação das mulheres nesse campo, o que traz não só uma maior equidade de gênero, mas também uma ampliação dos espaços de decisão e uma melhoria nas políticas institucionais. Esse é um progresso importante e necessário para que possamos enfrentar, de forma mais efetiva, a luta contra o câncer.
Antes considerada uma profissão predominantemente masculina, a cirurgia oncológica agora é uma área em que as mulheres têm ganhado cada vez mais espaço e reconhecimento. Em países como o Brasil, a participação feminina na medicina já é alta – cerca de 55% dos médicos brasileiros são mulheres, segundo dados do Conselho Federal de Medicina – e esse número tem se mantido crescente nos últimos anos.
Na cirurgia oncológica, especificamente, as mulheres já ocupam posições importantes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, cerca de 50% dos residentes e mais de 40% dos cirurgiões oncológicos são mulheres. Além disso, cada vez mais mulheres estão assumindo cargos de liderança e tomada de decisão no âmbito da oncologia.
Mas o que tem levado a esse avanço da presença feminina na cirurgia oncológica? Existem diversos fatores que contribuem para esse cenário, como o aumento da representatividade feminina na área da saúde de forma geral, a maior participação das mulheres em programas de residência médica e a própria demanda por profissionais qualificados nesse campo.
Além disso, temos visto uma mudança na percepção da sociedade em relação ao papel da mulher na medicina. Antigamente, a mulher era vista como emocionalmente frágil e, por isso, incapaz de lidar com questões tão complexas e delicadas como o câncer. No entanto, essa visão está sendo desconstruída e mais mulheres estão assumindo papéis de destaque na medicina, mostrando que têm a capacidade e a competência necessárias para atuar nessa área.
É importante ressaltar também que a presença das mulheres na cirurgia oncológica traz benefícios não só para a equidade de gênero, mas também para a própria qualidade da assistência aos pacientes. As mulheres costumam ter uma abordagem mais humanizada e empática na medicina, o que contribui para um tratamento mais acolhedor e individualizado.
No entanto, apesar dos avanços, ainda há desafios a serem superados. Um estudo realizado pelo Instituto Oncoguia mostrou que, apesar de serem maioria entre os médicos no Brasil, as mulheres ainda ocupam menos cargos de liderança e ganham menos do que os homens na área da oncologia. Isso mostra que, apesar do aumento da presença feminina, ainda há barreiras a serem quebradas para alcançarmos uma verdadeira igualdade de gênero na medicina.
Para isso, é necessário que haja um esforço coletivo para promover a equidade de gênero e ampliar a participação das mulheres em espaços de decisão. Isso inclui a criação de políticas institucionais que incentivem a igualdade de oportunidades, a promoção de programas de mentorias e ações de capacitação para as mulheres que desejam atuar na cirurgia oncológica.
Além disso, é fundamental que a sociedade e os próprios profissionais da saúde reconheçam e valorizem o papel das mulheres na medicina, sem preconceitos ou estereótipos de gênero. Afinal, a cirurgia oncológica vive um momento de avanço e, para que esse progresso seja








