Arrumar a mala do ano não é uma tarefa fácil para muitas pessoas. É uma mistura de emoções, pois é o momento de se despedir do ano que passou e se preparar para o que está por vir. É um momento de reflexão, de fazer uma retrospectiva de tudo o que aconteceu, das conquistas e das dificuldades enfrentadas. Mas, acima de tudo, é um momento de fazer escolhas e decidir o que levar consigo para o próximo ano.
No entanto, nem sempre é fácil decidir o que levar e o que deixar para trás. Afinal, cada “sim” para uma coisa é, inevitavelmente, um “não” para outra. E isso pode gerar um sentimento de culpa, de dúvida e até de frustração. Mas, a verdade é que arrumar a mala do ano não é sobre fazer tudo caber, mas sim sobre aceitar que nem tudo entra.
Aceitar que nem tudo entra na mala é um exercício de desapego. É compreender que não podemos levar tudo o que queremos conosco. E mais do que isso, é entender que nem tudo é realmente necessário. Muitas vezes, nos apegamos a coisas que não nos acrescentam mais, que não fazem mais sentido em nossa vida. E é preciso se desfazer delas para dar espaço ao novo.
Quando arrumamos a mala do ano, é importante olhar para trás e reconhecer tudo o que foi vivido. As boas lembranças, os aprendizados, as pessoas que cruzaram nosso caminho. Mas também é preciso olhar para frente e visualizar o que queremos para o próximo ano. Quais são nossos objetivos, nossos sonhos, nossas metas? O que realmente importa para nós?
É nesse momento que começamos a fazer escolhas, a decidir o que levar conosco. E é importante lembrar que essas escolhas devem ser feitas com o coração. Não é sobre o que a sociedade espera que levemos, ou o que as outras pessoas acham importante. É sobre o que realmente nos faz feliz e nos impulsiona a seguir em frente.
Às vezes, precisamos abrir mão de coisas materiais, de bens materiais que já não nos trazem satisfação. Mas, em contrapartida, podemos levar conosco as boas memórias, as experiências enriquecedoras e as pessoas que amamos. Afinal, são essas coisas que realmente importam e nos fazem crescer como seres humanos.
Arrumar a mala do ano também é um momento de fazer uma limpeza emocional. Deixar para trás mágoas, ressentimentos, raivas e qualquer outro sentimento negativo que possa estar nos impedindo de seguir em frente. Perdoar e perdoar-se é fundamental para ter uma mala mais leve e um novo ano mais positivo.
E pode ser que, mesmo após fazer todas as escolhas, a mala ainda esteja um pouco pesada. E está tudo bem. Afinal, carregar algumas coisas pode nos ajudar a crescer e amadurecer. Não precisamos nos desfazer completamente de tudo, mas sim aprender a lidar com as bagagens que carregamos.
E não se esqueça, a mala do ano é sua e só você pode decidir o que levar. Não se deixe influenciar pela opinião dos outros, não se compare com ninguém. Cada pessoa tem sua própria história e suas próprias bagagens. O importante é que sua mala esteja de acordo com seus valores e suas vontades.
Então, querido leitor, não se preocupe se sua mala não couber tudo o que você gostaria. Isso é normal e faz parte do processo. O importante é que você esteja em paz com suas escolhas e pronto para receber o novo ano de braços abertos. Arrume sua mala com carinho, com gratidão e com a certeza de








