Na última semana, o primeiro-ministro António Costa proferiu um discurso que gerou reações distintas entre os candidatos presidenciais. Enquanto alguns elogiaram o tom positivo e motivador, outros focaram-se nas críticas à gestão da crise sanitária e à falta de responsabilidade do Governo. O discurso de Costa foi proferido no âmbito da cerimónia de abertura do ano parlamentar, que marca o início de um novo ciclo político em Portugal.
O candidato do Partido Socialista, António José Seguro, aproveitou o discurso do primeiro-ministro para reiterar as suas críticas à gestão da pandemia por parte do Governo. Seguro destacou a falta de preparação do sistema de saúde e a falta de medidas eficazes para conter o avanço do vírus. Segundo o candidato, o discurso de Costa foi uma tentativa de desresponsabilização do Governo em relação à crise sanitária.
Do outro lado do espectro político, o candidato do Chega, André Ventura, também focou-se na crise na saúde e na falta de responsabilidade do Governo. Ventura criticou o facto de Costa não ter feito referência às falhas na gestão da pandemia e à falta de apoio aos setores mais afetados pela crise económica. O candidato do Chega acusou o primeiro-ministro de estar mais preocupado em “vender uma imagem positiva” do que em resolver os problemas do país.
A líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, também não poupou críticas ao discurso de Costa. A candidata destacou a falta de referência às dificuldades que os portugueses estão a enfrentar, especialmente os mais vulneráveis. Segundo Martins, o primeiro-ministro optou por uma “estratégia de desresponsabilização” em vez de assumir as falhas do Governo na gestão da crise sanitária e económica.
Por outro lado, o candidato do Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, elogiou o tom positivo e motivador do discurso de Costa. No entanto, o candidato criticou o “timing” das reformas propostas pelo Governo, considerando que estas deveriam ter sido implementadas antes da crise. Cotrim de Figueiredo destacou ainda a importância de um Governo com um mandato mais longo para conseguir implementar reformas estruturais e evitar ciclos curtos de governação.
O candidato independente Henrique Gouveia e Melo, que liderou a task force responsável pelo plano de vacinação contra a COVID-19, também elogiou o tom positivo do discurso de Costa. No entanto, Gouveia e Melo destacou a importância de medidas concretas e eficazes para enfrentar a crise na saúde e na economia. O candidato defendeu que é necessário um maior diálogo e cooperação entre o Governo e as entidades responsáveis pela gestão da pandemia.
Apesar das reações distintas, uma coisa é certa: o discurso do primeiro-ministro motivou uma reflexão sobre a atual situação do país e as medidas necessárias para enfrentar os desafios que se avizinham. Independentemente das diferenças políticas, é importante que os candidatos presidenciais estejam comprometidos em encontrar soluções para os problemas que afetam os portugueses.
No seu discurso, António Costa destacou a importância da união e solidariedade para enfrentar a crise. O primeiro-ministro afirmou que “é tempo de nos unirmos para enfrentar os desafios que temos pela frente” e apelou à cooperação entre os diferentes partidos políticos. Costa destacou ainda a importância de um plano de recuperação económica ambicioso e sustentável, que permita ao país enfrentar os desafios do futuro.
Em suma, o discurso do primeiro-ministro Ant









