O Banco Central do México, conhecido como Banxico, tem sido um dos principais atores na tentativa de impulsionar a economia do país em meio à pandemia do coronavírus. Desde o início da crise, a instituição tem adotado uma postura agressiva de corte de juros, a fim de estimular o crescimento econômico e mitigar os impactos negativos da crise. No entanto, mesmo com a inflação persistente acima da meta, o Banxico decidiu manter o ciclo de cortes, reduzindo a taxa de juros em 0,25 ponto percentual.
Essa decisão foi tomada em meio a uma aceleração da inflação no país, que atingiu 6,05% em maio, o maior nível desde dezembro de 2017. A meta de inflação estabelecida pelo Banxico é de 3%, com uma margem de tolerância de 1 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, a inflação atual está bem acima do limite máximo tolerado pelo banco central.
No entanto, o Banxico justificou sua decisão afirmando que a inflação atual é resultado de fatores temporários, como o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis. Além disso, a instituição acredita que a economia mexicana ainda precisa de estímulos para se recuperar totalmente dos impactos da pandemia. Portanto, a redução da taxa de juros é vista como uma medida necessária para impulsionar o crescimento econômico e gerar empregos no país.
Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que o Banxico toma essa decisão. Desde fevereiro de 2020, a instituição já cortou a taxa de juros em 4,5 pontos percentuais, chegando ao patamar atual de 4%. Essa política de juros baixos é uma estratégia adotada por diversos bancos centrais ao redor do mundo para estimular a economia em tempos de crise.
Além disso, o Banxico também tem implementado outras medidas para apoiar a economia mexicana, como a injeção de liquidez no sistema financeiro e a compra de títulos do governo. Essas ações têm como objetivo manter o mercado financeiro estável e garantir o acesso ao crédito para empresas e famílias.
Apesar da inflação acima da meta, o Banxico acredita que a taxa de juros atual ainda é expansionista e que não há riscos de pressões inflacionárias no curto prazo. Além disso, a instituição espera que a inflação comece a desacelerar no segundo semestre deste ano, conforme os efeitos temporários se dissipem.
A decisão do Banxico de manter o ciclo de cortes de juros é vista com bons olhos pelo mercado e pelos investidores. Isso porque juros baixos tendem a impulsionar a atividade econômica e a atrair investimentos para o país. Além disso, a medida também pode ajudar a reduzir o endividamento das empresas e das famílias, que foi agravado pela crise.
No entanto, é importante ressaltar que a política de juros baixos também pode trazer alguns riscos para a economia mexicana. Um deles é o aumento da dívida pública, já que o governo precisará se endividar para financiar seus gastos. Além disso, juros baixos podem incentivar a tomada de riscos excessivos por parte dos investidores, o que pode gerar bolhas em determinados setores da economia.
Apesar desses riscos, o Banxico tem se mostrado confiante em sua estratégia de estímulo econômico. A instituição acredita que, com a recuperação da economia, a inflação deve voltar a convergir para a meta no médio prazo. Além disso, o










