A sexualidade é um tema que sempre foi rodeado de tabus e preconceitos em nossa sociedade. E quando se trata da sexualidade na velhice, esse tabu parece ser ainda maior. Muitas vezes, a ideia de que pessoas mais velhas não têm mais interesse ou capacidade para a prática sexual é disseminada e enraizada em nossa cultura, tornando o assunto um verdadeiro tabu. No entanto, é preciso desmistificar essa visão e entender que a sexualidade na terceira idade é tão importante e natural quanto em qualquer outra fase da vida.
É inegável que o envelhecimento traz mudanças físicas e hormonais que podem afetar a vida sexual de uma pessoa. No entanto, é importante ressaltar que cada indivíduo envelhece de maneira diferente e, portanto, as mudanças também serão únicas para cada um. É um equívoco acreditar que todos os idosos possuem o mesmo desejo ou capacidade sexual. Cada um tem sua própria história e vivência, e isso deve ser respeitado.
Além disso, é preciso lembrar que a sexualidade vai além do ato sexual em si. Envolve também o afeto, a intimidade, o carinho e a cumplicidade entre os parceiros. E esses sentimentos não desaparecem com a idade, pelo contrário, podem até se fortalecer. A maturidade traz consigo uma maior compreensão e aceitação do corpo e das necessidades do outro, o que pode tornar a experiência sexual ainda mais prazerosa.
No entanto, muitos idosos ainda se sentem constrangidos ou até mesmo envergonhados em falar sobre sua sexualidade. Isso pode ser resultado de uma educação repressora ou de uma sociedade que valoriza apenas a juventude e a beleza. Mas é importante lembrar que a sexualidade é um aspecto natural e saudável da vida humana, e deve ser tratada com respeito e naturalidade em todas as fases da vida.
É papel da família, dos profissionais de saúde e da sociedade em geral promover uma cultura de diálogo e aceitação da sexualidade na velhice. É preciso quebrar o silêncio e incentivar as pessoas idosas a falarem sobre suas necessidades e desejos. Isso pode ser feito através de conversas abertas e acolhedoras, que permitam que os idosos se sintam confortáveis para expressar suas dúvidas e preocupações.
Além disso, é importante que os profissionais de saúde estejam preparados para lidar com as questões relacionadas à sexualidade na terceira idade. Muitas vezes, os idosos não se sentem à vontade para falar sobre seus problemas sexuais com seus médicos, o que pode resultar em um diagnóstico tardio ou até mesmo em uma falta de tratamento adequado. É fundamental que os profissionais estejam sensibilizados para essa questão e possam oferecer suporte e orientação aos seus pacientes.
Outro fator que contribui para o tabu em torno da sexualidade na velhice é a falta de representatividade. Na mídia e na publicidade, é comum vermos apenas imagens de pessoas jovens e sexualmente ativas, o que pode gerar um sentimento de exclusão nos idosos. É necessário que haja uma maior diversidade de representações, que inclua também a sexualidade na terceira idade, para que as pessoas se sintam representadas e aceitas.
É importante lembrar também que a sexualidade na velhice não se restringe apenas aos casais heterossexuais. Existem idosos homossexuais, bissexuais e transgêneros que também têm suas necessidades e desejos sexuais, e que muitas vezes são invisibilizados pela sociedade. É preciso respeitar a diversidade e a individualidade de cada um, sem pre











