A sexualidade é um aspecto fundamental da vida humana, presente em todas as fases da nossa existência. No entanto, quando se trata da velhice, ainda é um tema que gera tabus e desconforto na sociedade. Muitas vezes, a sexualidade na terceira idade é vista como algo inapropriado ou até mesmo inexistente, o que é um grande equívoco. A verdade é que a sexualidade na velhice deve ser discutida e valorizada, pois é uma parte importante da vida e pode trazer muitos benefícios para o bem-estar físico e emocional dos idosos.
Um dos principais motivos para o tabu em torno da sexualidade na velhice é a ideia de que os idosos não são mais capazes de sentir desejo ou de ter uma vida sexual ativa. No entanto, isso não é verdade. Embora possa haver mudanças físicas e hormonais que afetem a sexualidade na terceira idade, isso não significa que ela deva ser deixada de lado. Pelo contrário, é preciso entender que a sexualidade é um conceito amplo, que vai além da penetração e do orgasmo. Ela envolve afeto, intimidade, carinho e cumplicidade, aspectos que podem ser vivenciados em qualquer idade.
Além disso, é importante lembrar que a sexualidade não é apenas um ato físico, mas também uma forma de expressão e comunicação. Na velhice, quando muitas vezes há uma diminuição das atividades sociais, a sexualidade pode ser uma maneira de se conectar com o outro e de se sentir vivo e desejado. É uma forma de manter a autoestima e a autoconfiança, tão importantes nessa fase da vida.
Outro mito que precisa ser desconstruído é o de que os idosos não têm mais o direito de sentir prazer. A sociedade tende a associar a sexualidade à juventude e à beleza, mas a verdade é que o prazer pode ser sentido em qualquer idade e de diversas formas. É preciso quebrar essa ideia de que o corpo envelhecido não é mais capaz de proporcionar prazer e entender que a sexualidade é uma construção social, que pode ser vivida de acordo com as particularidades de cada pessoa.
É importante ressaltar também que a sexualidade na velhice pode trazer benefícios para a saúde física e emocional dos idosos. Estudos mostram que a atividade sexual pode melhorar a qualidade do sono, aliviar dores, fortalecer o sistema imunológico e até mesmo prevenir doenças cardiovasculares. Além disso, a intimidade e o carinho presentes nas relações sexuais podem trazer uma sensação de bem-estar e felicidade, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.
No entanto, apesar de todos esses benefícios, ainda é comum que a sexualidade na velhice seja vista como algo vergonhoso e até mesmo imoral. Isso pode ser reflexo de uma sociedade que valoriza a juventude e a produtividade, deixando de lado a importância do envelhecimento e das mudanças que ele traz. É preciso mudar essa mentalidade e entender que a sexualidade é um direito de todos, independentemente da idade.
É papel da família e da sociedade em geral promover uma cultura de respeito e valorização da sexualidade na velhice. É importante que os idosos se sintam livres para falar sobre o assunto e que tenham acesso a informações e cuidados de saúde que possam contribuir para uma vida sexual saudável e prazerosa. Além disso, é fundamental que os profissionais de saúde estejam preparados para lidar com essa questão e para orientar os idosos de forma adequada.
Por fim, é preciso entender que a sexualidade é um aspecto natural e saudável da vida humana, que deve ser viv











