O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve uma queda de 0,2% em outubro, contrariando as expectativas de alta. Essa desaceleração econômica traz mais elementos para a projeção de corte da taxa básica de juros, a Selic, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no primeiro trimestre de 2020.
Essa prévia do Produto Interno Bruto (PIB), divulgada pelo Banco Central, é considerada um indicador importante para medir o desempenho da economia brasileira. E, infelizmente, os resultados não foram positivos. A queda de 0,2% em outubro foi a primeira desde maio deste ano e foi influenciada principalmente pela queda na produção industrial e nos serviços.
A indústria teve uma queda de 0,7% em outubro, após dois meses consecutivos de alta. Já o setor de serviços, que representa cerca de 70% do PIB brasileiro, teve uma queda de 0,2%, interrompendo uma sequência de três meses de crescimento. Esses resultados mostram que a economia brasileira está perdendo tração e pode enfrentar um cenário de desaceleração nos próximos meses.
Essa desaceleração econômica pode ser explicada por diversos fatores, como a crise econômica na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, e a instabilidade política em países como Chile e Bolívia, que afetam as exportações brasileiras. Além disso, a incerteza em relação às reformas econômicas e a falta de investimentos também contribuem para esse cenário.
No entanto, é importante ressaltar que essa prévia do PIB não é uma certeza absoluta do que vai acontecer com a economia brasileira. Ela é apenas uma estimativa, que pode ser revisada nos próximos meses. E, mesmo com essa queda em outubro, o IBC-Br ainda apresenta um crescimento de 0,9% no acumulado do ano e de 1,2% nos últimos 12 meses.
Além disso, é importante destacar que o governo tem tomado medidas para impulsionar a economia, como a liberação do saque do FGTS e do PIS/Pasep, que injetaram cerca de R$ 40 bilhões na economia. Além disso, a aprovação da reforma da Previdência e a expectativa de aprovação da reforma administrativa podem trazer mais confiança para os investidores e impulsionar o crescimento econômico.
Diante desse cenário, é possível que o Copom decida por um corte na taxa Selic no primeiro trimestre de 2020. A Selic já está em seu menor patamar histórico, 5% ao ano, e um novo corte pode estimular o consumo e os investimentos, contribuindo para o crescimento da economia.
É importante ressaltar que a economia brasileira tem mostrado resiliência e capacidade de se recuperar de crises. Nos últimos anos, enfrentamos uma das piores recessões da história, mas já estamos em um processo de retomada do crescimento. E, mesmo com essa desaceleração em outubro, ainda há expectativas positivas para o próximo ano.
Portanto, é fundamental que os brasileiros mantenham a confiança na economia e no país. O momento é de união e de acreditar no potencial do Brasil. O país possui uma economia diversificada e um mercado interno forte, o que nos torna capazes de superar os desafios e retomar o crescimento. É preciso ter esperança e trabalhar juntos para construir um futuro melhor para todos.









