O Produto Interno Bruto (PIB) é uma das principais medidas do crescimento econômico de um país. Ele representa a soma de todos os bens e serviços produzidos em determinado período de tempo e é utilizado como um indicador da saúde da economia. No entanto, nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um baixo crescimento do PIB, o que tem gerado preocupações e debates sobre as causas desse cenário.
Recentemente, o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência, Geraldo Alckmin, apontou a alta dos juros como um dos principais motivos para o baixo crescimento do PIB. Segundo ele, a taxa de juros elevada tem afetado o consumo das famílias e os investimentos das empresas, o que acaba refletindo no desempenho da economia como um todo.
De fato, a taxa de juros no Brasil é historicamente alta em comparação com outros países. Isso se deve, em grande parte, à necessidade de controlar a inflação, que é um dos principais desafios da economia brasileira. No entanto, essa estratégia tem suas consequências e uma delas é o impacto negativo no crescimento do PIB.
No terceiro trimestre de 2021, o PIB brasileiro cresceu apenas 0,1%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado ficou abaixo das expectativas do mercado e gerou preocupações sobre a recuperação da economia. No entanto, Alckmin acredita que esse cenário pode mudar a partir de 2026.
Segundo o ex-governador, a queda da taxa básica de juros, a Selic, deve impulsionar o crescimento da economia nos próximos anos. Ele baseia sua previsão em projeções do governo, que apontam uma redução gradual da Selic até o final de 2025, chegando a 4,5%, e mantendo-se nesse patamar até 2026. Essa redução dos juros pode estimular o consumo e os investimentos, contribuindo para o crescimento do PIB.
Alckmin também destacou a importância de reformas estruturais, como a da Previdência e a tributária, para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimentos. Ele acredita que essas medidas, aliadas à queda dos juros, podem criar um cenário mais favorável para o crescimento econômico.
Apesar do baixo crescimento do PIB ter sido influenciado pela alta dos juros, é importante ressaltar que outros fatores também contribuíram para esse desempenho fraco. A crise política e a instabilidade econômica dos últimos anos, por exemplo, tiveram impacto direto na confiança dos agentes econômicos e na tomada de decisões de investimento.
No entanto, as perspectivas para os próximos anos são positivas. Além da queda da Selic, o governo tem adotado medidas para estimular a economia, como a liberação do saque do FGTS e do PIS/Pasep. Além disso, a inflação está sob controle, o que permite uma política monetária mais flexível.
Com isso, é possível acreditar em um cenário de recuperação econômica e um maior crescimento do PIB nos próximos anos. É importante lembrar que os resultados não serão imediatos, mas a adoção de medidas estruturais e a continuidade de políticas econômicas responsáveis podem trazer resultados positivos no médio e longo prazo.
É fundamental que o país mantenha um ambiente favorável para os negócios, atraindo investimentos e estimulando o empreendedorismo. Além disso, políticas públicas voltadas para a educação, a qualificação da mão de obra e a redução da des










