O excesso de peso é um problema de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. De acordo com um recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2024, 3,7 milhões de mortes foram relacionadas ao sobrepeso e à obesidade. Esses números alarmantes chamam a atenção para a gravidade dessa questão e a necessidade de ações urgentes para combatê-la.
A OMS define o sobrepeso e a obesidade como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo, que pode prejudicar a saúde. O índice de massa corporal (IMC) é usado como um indicador para determinar se uma pessoa está com sobrepeso ou obesidade. O IMC é calculado dividindo o peso da pessoa em quilogramas pelo quadrado da sua altura em metros. Um IMC igual ou superior a 25 é considerado sobrepeso, enquanto um IMC igual ou superior a 30 é considerado obesidade.
De acordo com o relatório da OMS, mais de 2 bilhões de adultos em todo o mundo estão com sobrepeso, sendo que 650 milhões são obesos. Além disso, o número de crianças com sobrepeso e obesidade está aumentando rapidamente, chegando a 340 milhões em 2024. Esses números são preocupantes, pois o excesso de peso é um fator de risco para uma série de doenças, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.
Diante dessa situação, a OMS recomendou o uso de medicamentos para ajudar no controle do peso em casos de obesidade grave. No entanto, a entidade alertou para a necessidade de equilibrar o uso desses medicamentos com medidas de prevenção e controle do peso, como uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas. Além disso, a OMS ressaltou a importância de realizar estudos a longo prazo para avaliar a segurança e a eficácia desses medicamentos.
Um dos principais desafios no combate ao excesso de peso é a desigualdade. O relatório da OMS apontou que as taxas de sobrepeso e obesidade são mais altas em países de baixa e média renda, onde o acesso a alimentos saudáveis e a oportunidades para a prática de atividades físicas é limitado. Isso destaca a necessidade de políticas públicas que promovam um ambiente saudável e facilitem a adoção de hábitos saudáveis em todas as comunidades.
Além disso, a OMS destacou a importância de uma abordagem multidisciplinar para o controle do peso, envolvendo não apenas profissionais de saúde, mas também governos, indústrias alimentícias e sociedade civil. É fundamental que todos trabalhem juntos para promover mudanças em nível individual e coletivo, garantindo que as pessoas tenham acesso a informações e recursos para manter um peso saudável.
É importante ressaltar que o excesso de peso não é apenas uma questão de estética, mas sim de saúde. Muitas vezes, a obesidade é vista como um problema de falta de força de vontade ou preguiça, mas a realidade é muito mais complexa. Fatores como genética, ambiente e condições socioeconômicas também desempenham um papel importante no desenvolvimento da obesidade.
Portanto, é essencial quebrar o estigma em torno do excesso de peso e promover uma abordagem mais compreensiva e empática em relação a essa questão. A saúde é um direito de todos e cabe a cada um de nós, como sociedade, garantir que todas as pessoas tenham acesso a condições de vida saudáveis.
Em suma, o relatório da OMS sobre o excesso de peso e suas consequências é um alerta para








