Recentemente, o PSD e o CDS aprovaram a redução do IVA da carne de caça, uma medida que tem gerado bastante polêmica e discussão na sociedade portuguesa. No entanto, o que muitos não sabem é que, ao mesmo tempo, esses partidos chumbaram propostas para reduzir os impostos sobre outros alimentos básicos, como o feijão frade, o grão de bico e o óleo alimentar, que estavam incluídos no cabaz alimentar do IVA Zero, que acabou no início de 2024. Além disso, o partido Chega escondeu a palavra “matilha” e tentou acabar com o IVA dos chocalhos e do presunto.
Essa decisão do PSD e do CDS tem gerado indignação em muitas pessoas, que veem nessa medida uma falta de sensibilidade e preocupação com a população mais vulnerável. Afinal, se a redução do IVA da carne de caça foi aprovada, por que não estender essa redução para outros alimentos essenciais na mesa dos portugueses?
O feijão frade, o grão de bico e o óleo alimentar são itens básicos na alimentação da maioria das famílias portuguesas, principalmente daquelas que têm menos recursos financeiros. Esses alimentos são fontes importantes de nutrientes e proteínas, e sua inclusão no cabaz alimentar do IVA Zero era uma forma de garantir que esses produtos estivessem ao alcance de todos.
No entanto, ao chumbar as propostas de redução do IVA desses alimentos, o PSD e o CDS mostram que estão mais preocupados com interesses políticos do que com o bem-estar da população. Afinal, é difícil entender como a redução do IVA da carne de caça pode ser mais importante do que a redução do IVA de alimentos básicos e essenciais para a saúde e nutrição dos portugueses.
Além disso, a tentativa do partido Chega de acabar com o IVA dos chocalhos e do presunto é no mínimo questionável. Essa medida, além de não ter nenhuma justificativa plausível, mostra uma falta de conhecimento sobre a realidade da maioria da população portuguesa, que não tem condições de incluir esses produtos em sua alimentação diária.
É importante ressaltar que a redução do IVA desses alimentos não é apenas uma questão de economia, mas também de saúde pública. Afinal, a falta de acesso a uma alimentação adequada pode levar a problemas de saúde, como a desnutrição e a obesidade, que afetam milhões de pessoas em Portugal.
Diante dessa situação, é necessário que a sociedade portuguesa se mobilize e exija dos seus representantes políticos uma postura mais responsável e comprometida com o bem-estar da população. É preciso que os partidos políticos deixem de lado seus interesses pessoais e pensem no bem comum, garantindo que todos tenham acesso a uma alimentação saudável e adequada.
É importante lembrar que a redução do IVA desses alimentos não é um favor, mas sim um direito da população. E cabe aos nossos representantes políticos garantir que esse direito seja respeitado e cumprido.
Portanto, é hora de cobrar dos partidos políticos uma postura mais ética e responsável em relação às decisões que afetam diretamente a vida dos portugueses. A redução do IVA da carne de caça é apenas uma pequena parte de um problema muito maior, que é a falta de políticas públicas efetivas para garantir uma alimentação adequada para todos.
É preciso que o PSD, o CDS e o partido Chega revejam suas prioridades e entendam que a redução do IVA desses alimentos é uma medida urgente e necessária para garantir uma sociedade mais just









