A boa governança das empresas é essencial para a sua sustentabilidade e sucesso a longo prazo. Mas muitas vezes, a busca por resultados imediatos e lucrativos pode levar a decisões prejudiciais que comprometem a estabilidade e o crescimento futuro da empresa. É por isso que, para ser um líder efetivo, é preciso ter coragem. Coragem para tomar decisões difíceis e dizer não ao acionista quando necessário.
A primeira função de um gestor é garantir que a empresa tenha uma estratégia clara e bem definida, que deve ser seguida independentemente das pressões externas. No entanto, é comum que os acionistas busquem retornos rápidos e imediatos, o que pode entrar em conflito com a visão de longo prazo da empresa. Nesses casos, é necessário ter coragem para resistir à pressão e manter o foco no futuro.
Além disso, a coragem também é necessária para tomar decisões impopulares. Pode ser tentador ceder às demandas e interesses dos acionistas, mesmo que isso signifique comprometer a ética e os valores da empresa. No entanto, é importante lembrar que a boa governança não é apenas sobre lucros, mas também sobre responsabilidade social e sustentabilidade. Um líder corajoso não tem medo de enfrentar conflitos e defender o que acredita ser o certo, mesmo que isso signifique desagradar alguns acionistas.
A transparência também desempenha um papel fundamental na boa governança. Os acionistas confiam nos relatórios e informações fornecidas pela empresa para tomar decisões de investimento. No entanto, é responsabilidade do gestor garantir que esses relatórios sejam precisos e reflitam a realidade da empresa. Isso pode ser uma tarefa difícil, especialmente quando as notícias não são boas. Mas é preciso coragem para enfrentar a verdade e apresentar uma imagem transparente da situação da empresa. Esconder informações ou manipular dados só prejudica a credibilidade da empresa e a confiança dos acionistas.
A coragem também é necessária para desafiar as práticas tradicionais e buscar constantemente a inovação. Em um mercado em constante mudança, é preciso estar disposto a sair da zona de conforto e adotar novas abordagens. Um gestor que teme o fracasso e evita correr riscos não será capaz de liderar uma empresa para o sucesso. É necessário ter coragem para experimentar e estar aberto a mudanças.
Além disso, a boa governança também exige que o gestor seja íntegro e ético em todas as suas decisões e ações. A corrupção e a falta de ética são grandes ameaças para a estabilidade de uma empresa e podem ser extremamente prejudiciais a longo prazo. Um líder corajoso não cede às tentações e mantém a integridade em suas ações, independentemente das circunstâncias.
Não podemos negar que a pressão dos acionistas e o foco em resultados imediatos são desafios constantes para os gestores. Mas é de extrema importância que eles tenham coragem para enfrentar essas pressões e tomar decisões que garantam a sustentabilidade e o sucesso a longo prazo da empresa. A coragem é a chave para uma gestão eficaz e a boa governança das empresas.
Em suma, a boa governança das empresas exige mais do que relatórios bem escritos e números positivos. Requer coragem para defender a visão de longo prazo da empresa, tomar decisões difíceis e impopulares, ser transparente e ético, buscar constantemente a inovação e sair da zona de conforto. É através dessa coragem que um gestor se torna um verdadeiro líder e garante o sucesso e a sustentabilidade da empresa. Afinal, “coragem











