Taxa de participação menor reduz o PIB potencial e introduz mais um desafio para a construção de um horizonte de acelerado crescimento sustentado, diz a Instituição Fiscal Independente
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado diversos desafios econômicos e sociais, e um dos mais preocupantes é a diminuição da taxa de participação da força de trabalho. De acordo com a Instituição Fiscal Independente (IFI), essa tendência tem impactos significativos no PIB potencial do país e pode dificultar ainda mais a busca por um crescimento sustentado.
A taxa de participação da força de trabalho é um indicador que mede a proporção de pessoas em idade ativa (entre 15 e 64 anos) que estão trabalhando ou buscando emprego. Segundo a IFI, essa taxa vem caindo desde 2015 e atingiu o patamar de 61,2% em 2019, o menor nível desde 2012. Esse fenômeno é reflexo de diversos fatores, como o envelhecimento da população, a concessão de benefícios sociais e a precariedade do sistema de saúde.
O envelhecimento da população é um fenômeno global, mas que tem se acentuado no Brasil. Segundo dados do IBGE, em 2019, a população brasileira com 60 anos ou mais representava 13,5% do total, e a projeção é que esse número chegue a 25,5% em 2060. Isso significa que, cada vez mais, teremos um número maior de pessoas fora da idade ativa, o que impacta diretamente na taxa de participação da força de trabalho.
Além disso, a concessão de benefícios sociais, como a aposentadoria, também contribui para a diminuição da taxa de participação. Com o envelhecimento da população, é natural que mais pessoas se aposentem, deixando de contribuir para o mercado de trabalho. Isso pode ser visto como um avanço social, mas também representa um desafio para a economia, já que menos pessoas estarão produzindo e gerando renda.
Outro fator que influencia na redução da força de trabalho é a precariedade do sistema de saúde. Com uma população envelhecida, é natural que haja um aumento na demanda por serviços de saúde. Porém, o Brasil ainda enfrenta desafios nessa área, como a falta de infraestrutura e a má distribuição de recursos. Isso pode levar a um aumento no número de aposentadorias por invalidez e afastamentos por doenças, o que também impacta na taxa de participação da força de trabalho.
Para a IFI, a queda na taxa de participação da força de trabalho é preocupante, pois indica uma menor capacidade de produção e, consequentemente, um menor PIB potencial. Isso significa que o país terá mais dificuldade em alcançar um crescimento econômico sustentado e que possa gerar empregos e renda para a população.
Diante desse cenário, é necessário que o Brasil adote medidas que estimulem a participação da força de trabalho, principalmente entre os mais jovens. Isso pode ser feito por meio de políticas públicas que incentivem a formação profissional e a inserção no mercado de trabalho, além de investimentos em educação e qualificação. O fortalecimento do sistema de saúde também é fundamental para garantir que a população idosa possa continuar ativa e contribuindo para a economia.
É importante ressaltar que a redução da taxa de participação da força de trabalho não é um problema exclusivo do Brasil, mas é preciso que o país esteja preparado para enfrentar esse desafio. Medidas efetivas e investimentos em áreas estratégicas são essenciais para garantir um crescimento econômico sustentável e uma sociedade mais próspera e justa











