No primeiro debate para as eleições presidenciais em Portugal, realizado no dia 7 de janeiro de 2021, os candidatos Marcelo Rebelo de Sousa, Ana Gomes, André Ventura, João Ferreira, Marisa Matias e Tiago Mayan Gonçalves tiveram a oportunidade de apresentar suas propostas e debater sobre diversos temas importantes para o país.
Um dos momentos mais marcantes do debate foi o embate entre o atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa e o candidato do partido Chega, André Ventura. O líder do Chega apostou em colar o candidato do Partido Socialista, António Costa, aos problemas que ainda não foram resolvidos pelo governo, como a crise econômica e a falta de investimentos em áreas essenciais como saúde e educação.
Por sua vez, António Costa lembrou que há pouco tempo, André Ventura tinha o desejo de se tornar primeiro-ministro, mas agora se candidata à presidência. Essa troca de farpas entre os dois candidatos mostrou a polarização política que tem sido cada vez mais presente em Portugal.
Um dos temas que gerou mais discórdia entre os candidatos foi a lei laboral. André Ventura defendeu a flexibilização das leis trabalhistas, alegando que isso traria mais empregos e desenvolvimento econômico para o país. Já António Costa ressaltou a importância de proteger os direitos dos trabalhadores e garantir condições dignas de trabalho.
Outro ponto de divergência foi o papel do Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa, que busca a reeleição, destacou a importância de um presidente que seja um mediador e unificador da sociedade, enquanto André Ventura defendeu um presidente mais ativo e com poder de veto sobre decisões do governo.
A imigração também foi um tema abordado no debate, com André Ventura defendendo uma política mais restritiva e António Costa enfatizando a importância de acolher e integrar os imigrantes que chegam ao país.
A saúde foi outro assunto que gerou divergências entre os candidatos. Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, criticou a falta de investimentos na saúde pública e defendeu a criação de um Serviço Nacional de Saúde mais forte e acessível a todos. Já André Ventura propôs a privatização de alguns serviços de saúde, enquanto Marcelo Rebelo de Sousa destacou a importância de garantir a sustentabilidade do sistema de saúde.
Apesar das divergências, o debate também teve momentos de concordância entre os candidatos, como na defesa da igualdade de gênero e na importância de combater a corrupção e a violência doméstica.
No entanto, o que ficou evidente é que as eleições presidenciais em Portugal estão sendo marcadas por um clima de polarização e confronto entre os candidatos. É importante que os eleitores analisem as propostas e ideias de cada um deles de forma crítica e consciente, para que possam fazer uma escolha que reflita seus valores e interesses.
Independentemente do resultado das eleições, é fundamental que o próximo presidente tenha a capacidade de unir o país e trabalhar em prol do bem comum. Que seja um líder que defenda os direitos e interesses de todos os cidadãos portugueses, sem distinção de raça, gênero ou classe social.
Que o debate entre os candidatos sirva como um momento de reflexão e conscientização para os eleitores, e que a escolha do próximo presidente seja feita com responsabilidade e pensando no futuro de Portugal. Afinal, é através do diálogo e da união que poderemos construir um país melhor para todos.









