Um estudo recente realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que, mesmo com a comercialização vetada no país, a utilização dos populares “vapes” subiu de forma acelerada entre 2018 e 2023. Essa tendência, que vem sendo observada em diversos países, tem gerado preocupação entre especialistas e autoridades de saúde.
Os “vapes”, também conhecidos como cigarros eletrônicos, são dispositivos que aquecem uma solução líquida contendo nicotina, aromatizantes e outros produtos químicos, gerando uma vaporização que é inalada pelo usuário. Eles foram inicialmente comercializados como uma alternativa mais saudável ao cigarro convencional, mas estudos recentes têm mostrado que seu uso pode trazer riscos à saúde.
No Brasil, a comercialização dos “vapes” foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2009, devido à falta de estudos que comprovassem sua segurança. No entanto, a proibição não impediu que esses dispositivos se tornassem populares entre os jovens e adultos brasileiros.
De acordo com o estudo da OMS, o número de usuários de “vapes” no Brasil aumentou em 600% nos últimos cinco anos. Isso é preocupante, pois a nicotina presente nesses dispositivos é altamente viciante e pode causar danos à saúde, como problemas respiratórios, cardiovasculares e até mesmo câncer.
Além disso, os “vapes” também podem conter substâncias tóxicas e cancerígenas, como o formaldeído e o acetato de chumbo, que são liberadas durante a vaporização. Essas substâncias podem causar danos irreversíveis ao organismo, principalmente em jovens e adolescentes, que estão em fase de desenvolvimento.
Outro fator preocupante é que muitos usuários de “vapes” acreditam que estão consumindo apenas vapor de água, o que não é verdade. A maioria das soluções líquidas contém nicotina, que é altamente viciante, e outros produtos químicos que podem ser prejudiciais à saúde.
Diante desse cenário, é importante que as autoridades de saúde reforcem a proibição da comercialização dos “vapes” no país e promovam campanhas de conscientização sobre os riscos do seu uso. Além disso, é necessário que os pais e educadores conversem com os jovens sobre os perigos desses dispositivos e incentivem hábitos saudáveis.
É preciso lembrar que o cigarro eletrônico não é uma alternativa segura ao cigarro convencional. Ambos contêm nicotina e outras substâncias prejudiciais à saúde. Portanto, é fundamental que as pessoas busquem ajuda para abandonar o vício do tabagismo e evitem o uso dos “vapes”.
É importante ressaltar que a OMS também alerta para a falta de regulamentação desses dispositivos em diversos países, o que pode facilitar a entrada de produtos falsificados e de baixa qualidade no mercado. Por isso, é fundamental que as autoridades brasileiras mantenham a proibição da comercialização dos “vapes” e fiscalizem rigorosamente o cumprimento dessa medida.
Em resumo, o estudo da OMS mostra que o uso dos “vapes” tem aumentado de forma acelerada no Brasil, mesmo com a proibição da sua comercialização. É preciso que as autoridades de saúde e a sociedade como um todo se conscientizem sobre os riscos desses dispositivos e tomem medidas para proteger a saúde da população, principalmente dos jovens e adolescentes. Afinal, a saúde é o nosso bem mais precioso e deve ser preservada acima de qualquer modismo ou propaganda enganosa.








