Surtos ativos têm relação com casos importados e afetam grupos com baixa cobertura vacinal; no Brasil, imunizante é ofertado gratuitamente no SUS
Os surtos de doenças infecciosas sempre foram uma preocupação para a saúde pública em todo o mundo. Com a globalização e o aumento das viagens internacionais, a disseminação de doenças entre países se tornou mais rápida e frequente. No entanto, é importante destacar que os surtos ativos têm uma relação direta com casos importados e podem afetar grupos com baixa cobertura vacinal.
Um surto ativo é definido como o aumento repentino e inesperado de casos de uma doença em uma determinada região ou comunidade. Isso pode acontecer devido à introdução de um agente infeccioso em uma população que não possui imunidade contra ele. E, infelizmente, essa introdução geralmente ocorre por meio de casos importados.
Com o aumento das viagens internacionais, é comum que pessoas infectadas com doenças infecciosas cheguem ao Brasil sem saber que estão doentes. E, se essas pessoas não estiverem vacinadas, podem acabar transmitindo a doença para outras pessoas, principalmente aquelas que não possuem cobertura vacinal adequada.
Um exemplo recente disso foi o surto de sarampo que ocorreu em 2019 no estado de São Paulo. A doença foi trazida por um turista estrangeiro e se espalhou rapidamente entre pessoas não vacinadas, causando mais de 10 mil casos confirmados. Esse surto foi considerado o maior do país desde a década de 1990 e trouxe à tona a importância da vacinação para evitar a disseminação de doenças.
Além disso, os grupos com baixa cobertura vacinal são os mais afetados pelos surtos ativos. Isso inclui crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, que geralmente possuem um sistema imunológico mais frágil. Essas pessoas são mais suscetíveis a contrair doenças infecciosas e, se não estiverem vacinadas, podem sofrer consequências graves, como complicações e até mesmo a morte.
No entanto, é importante ressaltar que, no Brasil, o imunizante para prevenção de diversas doenças é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Isso significa que todas as pessoas, independentemente de sua condição financeira, têm acesso às vacinas e podem se proteger contra doenças infecciosas.
O SUS oferece um calendário de vacinação completo, que inclui imunizantes para doenças como sarampo, rubéola, caxumba, poliomielite, entre outras. Além disso, também são disponibilizadas vacinas para grupos específicos, como gestantes, profissionais de saúde e viajantes.
É importante ressaltar que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenir doenças infecciosas e evitar surtos ativos. Além de proteger o indivíduo vacinado, a vacinação em massa também contribui para a proteção da comunidade, pois reduz a circulação do agente infeccioso. Esse fenômeno é conhecido como imunidade de rebanho e é fundamental para evitar a disseminação de doenças.
Portanto, é fundamental que as pessoas estejam com sua cobertura vacinal em dia, principalmente em um cenário de surtos ativos. Além disso, é importante que as autoridades de saúde estejam atentas à importância da vacinação e invistam em campanhas de conscientização e na disponibilização de vacinas gratuitas para a população.
Em resumo, os surtos ativos têm uma relação direta com casos importados e podem afetar grupos com baixa cobertura vacinal. No entanto, no Brasil








