Nos últimos anos, temos visto uma mudança significativa na indústria da moda e da beleza. O padrão de beleza perfeito, que por muito tempo foi imposto pela mídia e pela sociedade, está sendo desafiado e desconstruído. E essa mudança não se limita apenas às passarelas, mas também se reflete nas ruas e nas redes sociais.
Uma das tendências que tem ganhado destaque é a valorização da imperfeição. O rosto e o cabelo não tão perfeitos estão sendo celebrados e se tornaram territórios férteis de expressão e poder. E isso pode ser visto claramente nos desfiles de moda, que têm se tornado cada vez mais inclusivos e diversificados.
Uma das primeiras manifestações dessa tendência foi a popularização da “bruxa glam”. Inspirada na cultura Wicca e no universo místico, essa estética trouxe à tona a beleza das mulheres que não se encaixam nos padrões tradicionais de beleza. Com maquiagens marcantes, cabelos desgrenhados e roupas escuras, as bruxas glam se tornaram símbolos de empoderamento e liberdade.
Outra tendência que tem ganhado espaço é o “azul emocional”. O cabelo azul, que antes era visto como uma rebeldia adolescente, agora é uma forma de expressão e afirmação de identidade. O tom de azul escolhido pode variar, mas o que importa é a mensagem por trás dessa escolha: a liberdade de ser quem se é, sem se preocupar com os padrões impostos pela sociedade.
Essas tendências têm sido abraçadas por marcas e estilistas renomados, que têm colocado modelos com rostos e cabelos não tão perfeitos em suas passarelas. E isso tem sido muito importante para a quebra de estereótipos e para a promoção da diversidade e da inclusão na moda.
Além disso, as redes sociais têm sido um espaço fundamental para a disseminação dessas tendências. Influenciadores e influenciadoras digitais têm utilizado suas plataformas para mostrar que a beleza vai muito além dos padrões impostos pela mídia. E isso tem impactado positivamente a autoestima e a autoaceitação de muitas pessoas.
É importante ressaltar que essa valorização da imperfeição não significa que a busca pela beleza e pelo cuidado com a aparência deva ser deixada de lado. Pelo contrário, é uma forma de mostrar que a beleza pode ser encontrada em diferentes formas e que não existe um padrão único e absoluto.
Além disso, essa tendência também tem um impacto positivo na saúde mental. A pressão por se encaixar em padrões de beleza inalcançáveis pode ser extremamente prejudicial para a saúde emocional das pessoas. Ao celebrar a diversidade e a imperfeição, estamos promovendo uma cultura de aceitação e amor próprio.
Em um mundo onde a aparência é tão valorizada, é encorajador ver que a moda e a beleza estão caminhando para uma direção mais inclusiva e diversificada. A valorização da imperfeição nos mostra que não precisamos ser perfeitos para sermos bonitos e que a beleza está em sermos autênticos e verdadeiros com nós mesmos.
Portanto, que possamos continuar celebrando a diversidade e a imperfeição, tanto nas passarelas quanto em nossas vidas. Que possamos nos libertar dos padrões impostos e nos amar do jeito que somos, com todas as nossas imperfeições. Pois é isso que nos torna únicos e especiais.












