O mundo tem acompanhado com preocupação as notícias envolvendo um novo patógeno que surgiu recentemente na Ásia. Chamado inicialmente de “coronavírus” e agora denominado oficialmente como COVID-19, este vírus tem gerado muita incerteza e medo em todo o mundo.
Mas o que é certeza e o que é dúvida quando se trata deste patógeno? E o que é apenas uma fake news, gerando ainda mais pânico e desinformação?
Vamos aos fatos comprovados até o momento. O COVID-19 é um vírus que é transmitido de pessoa para pessoa, através do contato próximo ou por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. Sabe-se também que a maioria das pessoas que são infectadas pelo vírus não apresentam sintomas graves e se recuperam sem precisar de cuidados médicos especiais. No entanto, idosos e pessoas com condições médicas pré-existentes, como doenças cardíacas e diabetes, são mais propensas a desenvolver complicações graves, que podem levar à morte.
Até o momento, o COVID-19 se mostrou menos letal do que outras doenças virais, como a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e a MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio). Porém, sua rápida disseminação fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarasse uma pandemia global em março de 2020.
Uma das principais dúvidas que surgiram em torno do COVID-19 é como se proteger contra o vírus. A OMS recomenda medidas simples, como lavar as mãos regularmente com água e sabão, evitar tocar o rosto e cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar. Além disso, é importante manter a distância de pelo menos um metro de pessoas que estejam tossindo ou espirrando. Medidas como o uso de máscara e álcool em gel também são recomendadas.
Outra dúvida que tem gerado muita discussão é a possibilidade do COVID-19 ser uma arma biológica. No entanto, não há nenhuma evidência comprovada de que o vírus tenha sido criado em laboratório ou tenha sido intencionalmente disseminado. Todas as evidências apontam para a origem natural do vírus, possivelmente transmitido de animais para seres humanos em um mercado de frutos do mar em Wuhan, na China.
No entanto, apesar de todos os esforços das autoridades de saúde para combater o vírus, diversas fake news têm sido espalhadas, causando ainda mais caos e medo na população. Um exemplo é a alegação de que o COVID-19 pode ser transmitido por meio de pacotes vindos da China. Não há nenhuma evidência científica que comprove essa afirmação e, segundo especialistas, o vírus não sobrevive por muito tempo em superfícies como papelão ou plástico.
Outra fake news que tem causado preocupação é a de que o COVID-19 pode ser tratado com remédios caseiros, como chás e ervas. Novamente, não há comprovação científica de que esses métodos sejam eficazes contra o vírus. A orientação é sempre buscar ajuda médica e seguir as recomendações das autoridades de saúde.
É importante lembrar também que a discriminação contra pessoas de ascendência asiática tem aumentado em meio à pandemia de COVID-19. Essa atitude é injustificada e, além de ser moralmente errada, não tem nenhum embasamento científico. O vírus não escolhe raça ou etnia, ele afeta a todos igualmente.
Apesar de todas as incertezas e dúvidas que ainda cercam o COVID



