A moda é uma forma de expressão que vai muito além do simples vestir. Ela é uma narrativa cultural, que conta histórias, transmite valores e reflete a sociedade em que vivemos. E, nos últimos anos, temos visto uma mudança significativa na forma como as marcas de moda se comunicam com o público, buscando trazer mais significado e propósito para suas coleções. E uma das marcas que tem se destacado nesse movimento é a Maison, que tem transformado suas passarelas em verdadeiros espetáculos de cinema e memória, reafirmando a moda como uma forma de arte e cultura.
A Maison é uma marca francesa de luxo, fundada em 1987 por Jean Paul Gaultier. Desde então, a marca tem sido conhecida por suas criações ousadas e irreverentes, que misturam elementos da alta-costura com referências da cultura pop. E, em 2019, a marca deu um passo importante em sua trajetória ao apresentar sua coleção de alta-costura de outono/inverno em um desfile que mais parecia um filme de cinema.
O desfile, intitulado “50 Shades of Grey”, foi uma verdadeira experiência sensorial, que misturou moda, cinema e memória de uma forma única e emocionante. A passarela foi transformada em um grande telão, onde foram projetadas imagens de filmes clássicos em preto e branco, enquanto as modelos desfilavam as criações da marca. A trilha sonora também foi cuidadosamente escolhida, com músicas que remetiam às diferentes épocas retratadas nas projeções.
Mas o que mais chamou a atenção nesse desfile foi a forma como a Maison conseguiu trazer elementos da cultura francesa para suas criações. A marca se inspirou em grandes ícones do cinema francês, como Brigitte Bardot e Catherine Deneuve, e trouxe referências da moda dos anos 50 e 60, como os icônicos tailleurs e os vestidos de cintura marcada. Tudo isso com um toque moderno e atual, que é a marca registrada da Maison.
Além disso, a marca também fez questão de homenagear grandes nomes da moda francesa, como Yves Saint Laurent e Christian Dior, que foram fundamentais para a construção da identidade da moda francesa. E essa homenagem não foi apenas estética, mas também conceitual. A Maison trouxe para a passarela elementos que remetiam às criações desses grandes estilistas, como a icônica silhueta “New Look” de Dior e o smoking feminino de Yves Saint Laurent.
Mas o que mais impressionou nesse desfile foi a forma como a Maison conseguiu trazer toda essa riqueza cultural e histórica para a passarela com respeito e imaginação. A marca não se limitou a apenas reproduzir referências do passado, mas sim a reinterpretá-las de uma forma contemporânea e relevante. E isso é algo que vai muito além da moda, é uma forma de preservar e valorizar a cultura e a memória de um povo.
E essa não foi a primeira vez que a Maison trouxe elementos do cinema para suas coleções. Em 2018, a marca apresentou sua coleção de alta-costura de primavera/verão em um desfile inspirado no filme “La Belle et la Bête”, de Jean Cocteau. E, mais uma vez, a marca conseguiu trazer para a passarela toda a magia e o encantamento do cinema, com criações que pareciam saídas diretamente das telas.
Com esses desfiles, a Maison não apenas reafirma a moda como uma forma de arte e cultura, mas também mostra que é possível inovar e surpreender sem perder a essência e a identidade de uma marca. E, mais do que isso, a marca nos convida a refletir sobre a importância







