O advogado holandês Dennis van Wanrooij, de 40 anos, nunca imaginou que uma viagem de negócios ao Catar se tornaria um pesadelo. Em 2019, ele foi preso por “trejeitos femininos” e passou três dias em uma cela antes de ser libertado sob fiança. Agora, ele compartilha sua história e luta por justiça em um país onde a homossexualidade é considerada um crime.
Van Wanrooij, que trabalha como advogado em Amsterdã, viajou ao Catar para representar uma empresa holandesa em um caso de arbitragem. Ele nunca teve problemas em suas viagens anteriores ao país, mas desta vez foi diferente. Em uma noite, enquanto jantava com colegas de trabalho, ele foi abordado por dois policiais que o acusaram de “comportamento homossexual”. Sem entender o que estava acontecendo, ele foi levado para a delegacia.
Lá, Van Wanrooij foi interrogado e submetido a um exame médico invasivo para provar sua homossexualidade. Ele foi informado de que seus gestos e maneirismos eram considerados “femininos” e, portanto, ilegais no país. Apesar de negar veementemente as acusações, ele foi mantido sob custódia e teve que pagar uma fiança de 10 mil riais catarianos (cerca de 2.700 dólares) para ser libertado.
O advogado holandês ficou chocado e indignado com a situação. Ele nunca imaginou que sua orientação sexual seria um problema em um país que se apresenta como moderno e aberto ao turismo. No entanto, a realidade é que o Catar é um dos países mais conservadores do mundo, onde a homossexualidade é ilegal e pode ser punida com até sete anos de prisão.
Van Wanrooij decidiu lutar contra as acusações e contratou um advogado local para representá-lo. Ele também recebeu apoio de sua família, amigos e colegas de trabalho, que iniciaram uma campanha nas redes sociais para chamar a atenção para sua situação. A pressão internacional também foi importante, com organizações de direitos humanos e governos de países como Holanda e Reino Unido pedindo a libertação de Van Wanrooij.
Após três dias de agonia, o advogado foi finalmente liberado e pôde retornar à Holanda. No entanto, ele ainda enfrenta acusações e pode ser convocado a voltar ao Catar para enfrentar um julgamento. Enquanto isso, ele luta para limpar seu nome e provar sua inocência.
A história de Van Wanrooij é apenas um exemplo dos perigos que a comunidade LGBTQ+ enfrenta em países onde a homossexualidade é criminalizada. Infelizmente, o Catar não é o único lugar onde isso acontece. Em muitos países ao redor do mundo, ser LGBTQ+ é considerado um crime e pode resultar em prisão, tortura e até mesmo pena de morte.
No entanto, a luta de Van Wanrooij também é um exemplo de coragem e determinação. Ele não se calou diante da injustiça e está lutando por seus direitos e pelos direitos de todos aqueles que são discriminados por sua orientação sexual. Sua história é um lembrete de que ainda há muito a ser feito para garantir a igualdade e o respeito para a comunidade LGBTQ+.
Além disso, a história de Van Wanrooij também é um alerta para todos aqueles que viajam para países onde a homossexualidade é ilegal. É importante estar ciente das leis e costumes locais e tomar precauções para garantir a segurança pessoal. Infelizmente, a discriminação ainda é uma realidade em muitos lugares, mas é importante não








