Em uma recente entrevista à Renascença, o antigo ministro do governo de Pedro Passos Coelho, Nuno Crato, expressou suas opiniões sobre a atual situação política do Partido Social Democrata (PSD) e sobre a candidatura de António José Seguro à presidência do partido. Crato, que é membro do PSD desde 1978 e já ocupou cargos como deputado, vice-presidente e ministro da Educação, mostrou-se preocupado com a falta de convicção nos apoios recebidos por Seguro.
O antigo ministro afirmou que o PSD precisa de apoios sólidos e convictos para que possa enfrentar os desafios que estão pela frente. Segundo Crato, apenas um voto dado por obrigação ou interesse não é suficiente para garantir o sucesso do partido. Ele ressaltou a importância de se votar por convicção, algo que, segundo ele, não tem sido visto entre as personalidades do PSD na atual conjuntura.
Crato destacou que as personalidades que apoiam a candidatura de Seguro precisam mostrar uma verdadeira convicção na escolha, para que não haja dúvidas sobre a unidade e coesão do partido. Ele também ressaltou que é importante que o PSD, enquanto oposição ao governo, tenha uma liderança forte e clara para conseguir enfrentar os desafios do país.
Sobre a liderança de António José Seguro, Nuno Crato foi positivo e reconheceu que o candidato tem se esforçado para unir o partido e apresentar uma alternativa viável ao país. No entanto, Crato afirmou que ainda há muito trabalho a ser feito, principalmente no que se refere às políticas a serem apresentadas pelo partido. Ele destacou que é importante que o PSD tenha propostas claras e coerentes para mostrar à população.
Nuno Crato também comentou sobre a polêmica em torno da realização de um congresso extraordinário do PSD para eleger o novo líder. Ele afirmou que o partido precisa de estabilidade e que, se a realização do congresso for importante para isso, então deve ser feito. No entanto, o antigo ministro ressaltou que essa decisão cabe aos membros do partido e que ele não se sente confortável em opinar sobre o assunto.
Ao final da entrevista, Nuno Crato expressou sua confiança no futuro do PSD e em António José Seguro como líder do partido. Ele afirmou que o partido tem uma história de luta e superação, e que dessa vez não será diferente. Para Crato, é importante que o PSD se una e trabalhe em conjunto para enfrentar os desafios que estão pela frente e construir um futuro melhor para Portugal.
É necessário que o PSD entenda a importância de se votar por convicção, e não apenas por obrigação ou interesses pessoais. A liderança do partido precisa do apoio e confiança não só das personalidades dentro do partido, mas também dos cidadãos que acreditam no PSD como uma alternativa política para Portugal. É hora de demonstrar união e força para enfrentar os desafios e construir um futuro melhor para o país.








