O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, reuniu-se com a CGTP numa altura de grande contestação ao pacote laboral proposto pelo governo. O encontro teve como objetivo discutir estratégias de luta contra as medidas que ameaçam os direitos dos trabalhadores.
Pureza, que é também deputado do Bloco de Esquerda, mostrou-se preocupado com as declarações do líder do Partido Socialista, António José Seguro, durante a campanha eleitoral. Segundo Pureza, Seguro afirmou que não iria mexer nos direitos laborais caso fosse eleito, mas agora parece estar a mudar de posição.
“É importante que Seguro assuma as responsabilidades do que disse durante a campanha eleitoral. Os trabalhadores não podem ser penalizados por promessas não cumpridas”, afirmou Pureza.
A reunião com a CGTP contou com a presença de vários sindicatos e representantes dos trabalhadores, que manifestaram a sua preocupação com as medidas propostas pelo governo. O pacote laboral prevê, entre outras coisas, o aumento do horário de trabalho e a redução dos dias de férias.
Para Pureza, é fundamental que os partidos de esquerda se unam na luta contra estas medidas. “A solidariedade entre os partidos de esquerda é essencial neste momento. Temos que nos unir em defesa dos direitos dos trabalhadores e mostrar que existem alternativas a estas políticas de austeridade”, afirmou o coordenador do Bloco de Esquerda.
A CGTP, por sua vez, reafirmou o seu compromisso em defender os interesses dos trabalhadores e prometeu continuar a luta contra o pacote laboral. “Não vamos baixar os braços. Vamos continuar a mobilizar os trabalhadores e a pressionar o governo para que recue nas suas medidas”, afirmou Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP.
A reunião entre o Bloco de Esquerda e a CGTP foi mais um passo na luta contra as políticas de austeridade que têm vindo a ser implementadas pelo governo. O coordenador do Bloco de Esquerda acredita que é possível encontrar soluções alternativas para a crise sem atacar os direitos dos trabalhadores.
“Não podemos aceitar que os trabalhadores sejam os únicos a pagar a fatura da crise. Existem outras medidas que podem ser tomadas, como a taxação das grandes fortunas e a renegociação da dívida, que não penalizam os mais vulneráveis”, defendeu Pureza.
O encontro entre o Bloco de Esquerda e a CGTP é um sinal de que a luta contra as medidas de austeridade está longe de acabar. A união entre os partidos de esquerda e os trabalhadores é fundamental para enfrentar os desafios que se avizinham.
Espera-se que o Partido Socialista, liderado por António José Seguro, assuma as suas responsabilidades e defenda os direitos dos trabalhadores, tal como prometeu durante a campanha eleitoral. Afinal, é hora de cumprir as promessas e mostrar que os interesses dos trabalhadores estão acima de qualquer interesse político.
Em tempos de crise, é importante que os portugueses se unam e lutem por um futuro melhor. A reunião entre o Bloco de Esquerda e a CGTP é um exemplo de que a união faz a força e que juntos podemos fazer a diferença. É hora de mostrar que os trabalhadores não vão aceitar serem sacrificados em nome de uma suposta recuperação económica.
Esperamos que esta reunião seja o início de uma grande mobilização em defesa dos direitos dos trabalhadores. É hora de dizer basta às políticas de a








