A decisão do governo americano de retirar seis imunizantes essenciais do calendário vacinal oficial é um enorme retrocesso para a saúde pública. Esses seis imunizantes, que foram considerados fundamentais para a prevenção de doenças graves, agora não serão mais administrados como rotina para crianças e adolescentes nos Estados Unidos.
Esta mudança foi anunciada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) no final de 2020, após uma revisão interna do calendário vacinal. Os imunizantes que foram removidos do calendário incluem as vacinas contra a hepatite B, difteria, tétano e coqueluche (DTaP), tétano, difteria e coqueluche (Tdap), vírus do papiloma humano (HPV), meningocócica conjugada e pneumonia pneumocócica.
A justificativa do CDC para a remoção desses imunizantes é que eles não são mais considerados essenciais para o público em geral. No entanto, essa afirmação é altamente questionável, uma vez que essas doenças ainda representam um risco significativo para a população, especialmente para crianças e adolescentes.
A hepatite B é uma doença viral que afeta o fígado e pode levar a complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. A vacina contra a hepatite B é administrada logo após o nascimento e é crucial para prevenir a transmissão vertical da mãe para o bebê. A retirada dessa vacina do calendário vacinal oficial pode resultar em um aumento no número de casos de hepatite B, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como recém-nascidos e crianças que não foram imunizadas.
Já a vacina DTaP é uma combinação que protege contra três doenças graves: difteria, tétano e coqueluche. A difteria é uma infecção bacteriana que pode afetar a garganta, o coração e o cérebro, enquanto o tétano é uma doença que causa rigidez muscular e pode ser fatal. A coqueluche, também conhecida como tosse convulsa, pode ser muito perigosa para bebês e crianças pequenas, levando a complicações como pneumonia e convulsões. A retirada da vacina DTaP do calendário vacinal aumenta o risco de surtos dessas doenças entre a população, especialmente entre aqueles que não foram imunizados.
A vacina contra o HPV é outra importante adição ao calendário vacinal que foi retirada pelo governo americano. O HPV é um vírus que pode causar câncer de colo do útero, ânus, boca, garganta e outros órgãos genitais. A vacinação contra o HPV é recomendada para meninas e meninos entre 11 e 12 anos de idade, antes do início da vida sexual, para prevenir a infecção pelo vírus. A retirada dessa vacina do calendário vacinal oficial pode resultar em um aumento no número de casos de câncer relacionados ao HPV.
A meningite é outra doença grave que pode ser prevenida pela vacinação. Essa infecção bacteriana pode causar inflamação no cérebro e na medula espinhal, levando a complicações graves, como surdez, cegueira e até mesmo a morte. A vacinação contra a meningite é recomendada para adolescentes e jovens adultos, que são mais suscetíveis à doença. A retirada da vacina do calendário vacinal oficial pode aumentar o número de casos de meningite em uma faixa etária vulnerável da população.
Por último, mas não menos importante, a retirada da vacina pneumocócica do calendário vacinal é um grande retrocesso na prevenção de pneumonia, meningite e outras doenças causadas pela bactéria pneumococo. As crianças são particularmente vulneráveis a






