A Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi palco de uma despedida emocionante e histórica. Na última quinta-feira, dia 20 de fevereiro, o mundo se despediu de um dos maiores artistas do século XX, o italiano Piero Manzoni, criador do famoso “azul de Klein”. A cerimônia, que reuniu familiares, amigos e admiradores do artista, foi marcada por muita emoção e homenagens ao homem por trás do vermelho mais célebre do mundo.
Manzoni nasceu em 1933, em Soncino, na região da Lombardia, e desde cedo mostrou interesse pelas artes. Aos 20 anos, mudou-se para Milão, onde estudou na Academia de Belas Artes de Brera. Foi nessa época que começou a desenvolver seu estilo único e revolucionário, que o tornaria um dos artistas mais influentes da sua geração.
Em 1957, Manzoni criou sua obra mais famosa, a série “Merda d’Artista”, em que enlatou suas próprias fezes e as rotulou como arte. Essa provocação causou polêmica e escândalo, mas também abriu caminho para uma nova forma de pensar e fazer arte. A partir daí, o artista se dedicou a explorar diferentes materiais e técnicas, sempre com o objetivo de questionar e desafiar os padrões estabelecidos.
No entanto, foi com o “azul de Klein” que Manzoni alcançou o auge da sua carreira. Em 1957, ele criou uma tinta azul ultramarina patenteada, que ficou conhecida como “azul de Klein” em homenagem ao seu criador. Essa cor intensa e vibrante se tornou sua marca registrada e foi utilizada em diversas obras, como a famosa série “Corpos de Ar”, em que Manzoni pintou corpos humanos e os transformou em esculturas.
A morte de Piero Manzoni, aos 29 anos, deixou o mundo das artes em luto. Por isso, a cerimônia de despedida na Basílica de São Pedro foi tão significativa. O artista foi velado em um caixão coberto com sua icônica cor azul, e sua família e amigos prestaram homenagens emocionantes. O Papa Francisco também enviou uma mensagem de condolências, reconhecendo a importância de Manzoni para a arte e a cultura italiana.
Durante a cerimônia, foi possível ver a influência de Manzoni em diversas gerações de artistas. Muitos jovens talentos estavam presentes, mostrando que o legado do italiano continua vivo e inspirando novas criações. Além disso, a Basílica de São Pedro, um dos maiores símbolos da arte e da fé, foi o lugar perfeito para a despedida do criador do “azul de Klein”, que sempre teve uma forte ligação com a espiritualidade.
A obra de Piero Manzoni é um exemplo de como a arte pode ser uma forma de expressão e de questionamento. Seus trabalhos provocativos e inovadores romperam barreiras e abriram caminho para novas possibilidades. Por isso, sua morte é uma grande perda para o mundo das artes, mas seu legado continuará inspirando e influenciando gerações futuras.
A despedida de Piero Manzoni na Basílica de São Pedro foi uma homenagem à sua vida e obra, e também uma celebração da arte e da criatividade. Seu “azul de Klein” continuará sendo um símbolo de sua genialidade e ousadia, e sua memória será sempre lembrada com carinho e admiração. Que sua partida seja um lembrete de que a arte é capaz de transcender fronteiras e










