No início de 2017, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu o cargo com uma promessa de “América primeiro” e uma abordagem protecionista em relação ao comércio internacional. Seu primeiro ano de mandato foi marcado por uma série de medidas tarifárias e disputas comerciais com vários países, incluindo a China e o México. No entanto, um ano após o início de seu segundo mandato, Trump surpreendeu o mundo ao mudar sua abordagem em relação à América Latina, adotando uma nova Doutrina Monroe que tem como objetivo controlar a região e, ao mesmo tempo, reforçar os laços com a China e a Europa.
A Doutrina Monroe, criada em 1823 pelo presidente James Monroe, afirmava que os Estados Unidos não permitiriam a interferência de potências europeias nos assuntos dos países da América Latina. No entanto, a nova Doutrina Monroe de Trump tem uma abordagem diferente, buscando estabelecer uma forte presença econômica e política na região, em vez de simplesmente impedir a influência de outras potências.
Uma das principais mudanças na política comercial dos EUA em relação à América Latina foi a imposição de tarifas sobre as importações de aço e alumínio. Essas tarifas, que inicialmente incluíam o México e o Canadá, foram posteriormente suspensas após a assinatura do novo acordo comercial entre os três países, o USMCA. No entanto, a medida gerou preocupações entre os países latino-americanos, que temiam ser afetados negativamente pelo aumento dos custos de importação.
No entanto, a mudança mais significativa na política comercial dos EUA em relação à América Latina foi a imposição de tarifas sobre as importações de produtos chineses. A China é um importante parceiro comercial da região, sendo o maior destino de exportações para países como o Brasil e o Chile. Com a imposição de tarifas sobre os produtos chineses, os países latino-americanos se viram em uma posição delicada, tendo que escolher entre manter suas relações comerciais com a China ou se alinhar com os Estados Unidos.
Essa situação levou muitos países da América Latina a buscar novas parcerias comerciais, especialmente com a China e a Europa. A China, por sua vez, tem aproveitado a oportunidade para aumentar sua influência na região, oferecendo empréstimos e investimentos em infraestrutura. Além disso, a China tem se mostrado mais aberta ao livre comércio, o que tem atraído os países latino-americanos que buscam diversificar suas relações comerciais.
Outra consequência da nova Doutrina Monroe de Trump foi o fortalecimento das relações entre a América Latina e a Europa. Com a imposição de tarifas sobre as importações de aço e alumínio, os países europeus se viram em uma posição semelhante à dos países latino-americanos, tendo que escolher entre manter suas relações comerciais com os Estados Unidos ou buscar novos parceiros. Isso levou a um aumento no comércio entre a Europa e a América Latina, bem como a uma maior cooperação em áreas como tecnologia e inovação.
No entanto, apesar das mudanças na política comercial dos EUA em relação à América Latina, ainda há incertezas sobre o futuro da região. A imposição de tarifas e a incerteza em relação às relações comerciais com os Estados Unidos têm afetado a economia de vários países latino-americanos. Além disso, a nova Doutrina Monroe de Trump tem sido criticada por alguns como uma tentativa de exercer controle sobre a região e seus recursos naturais.
Em resumo, o segundo mandato de Trump redefiniu o comércio dos EUA e da América Latina, levando a uma maior inclinação da região em firm









