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“Um dia, meu filho resolveu se abrir: achou que morreria de tanto sangrar”

em Cidades
Tempo de leitura: 3 mins read
“Um dia, meu filho resolveu se abrir: achou que morreria de tanto sangrar”

Nívia Estevam tem apenas 27 anos, mas já viveu uma situação que lhe deixou marcas profundas. Em 2018, ela e seu companheiro, José Lucas, se mudaram do Brasil para Portugal em busca de uma vida melhor. No entanto, o que encontraram foi um episódio de violência e discriminação movido pela xenofobia.

José Lucas era um jovem talentoso e comprometido, que sonhava em ter uma vida digna e poder ajudar sua família no Brasil. Ao chegar em Portugal, ele conseguiu um emprego em uma empresa de construção civil. Mas sua vida mudou completamente quando ele foi alvo de um ataque brutal, apenas por ser estrangeiro.

Nívia conta que tudo aconteceu em um fim de tarde, quando José Lucas voltava do trabalho para sua casa. Ele foi abordado por três homens que começaram a insultá-lo e agredi-lo com socos e chutes. Os agressores faziam comentários racistas e xenófobos, expressando ódio por sua nacionalidade e cultura. A situação foi tão grave que José Lucas foi levado às pressas para o hospital, onde precisou passar por uma cirurgia de emergência para tratar os ferimentos.

O casal ficou em choque e não entendia o motivo de tanto ódio e violência. Nívia desabafa que, além dos traumas físicos, o episódio deixou profundas cicatrizes emocionais em José Lucas, que ficou abalado e com medo de sair às ruas novamente. A sensação de insegurança e vulnerabilidade era constante, pois eles não sabiam se poderiam ser atacados novamente a qualquer momento.

Depois do ocorrido, Nívia e José Lucas decidiram que precisavam lutar por justiça e não deixar que esse tipo de violência passasse impune. Eles fizeram um boletim de ocorrência na polícia e levantaram provas que pudessem ajudar a encontrar os agressores. Além disso, eles buscaram apoio em organizações e movimentos de combate à xenofobia e ao racismo em Portugal.

Com persistência e muita coragem, o casal conseguiu identificar os agressores e levá-los à justiça. O processo foi longo e desgastante, mas Nívia e José Lucas não desistiram. Eles tinham como objetivo mostrar que esse tipo de comportamento violento e preconceituoso não pode ser tolerado em nenhuma sociedade.

Finalmente, em 2020, os agressores foram condenados pelo crime de xenofobia e sentenciados a cumprir penas de prisão. Nívia e José Lucas sentiram que todo o esforço e luta valeu a pena quando viram que a justiça foi feita. Mais do que uma vitória pessoal, eles acreditam que esse caso pode servir de exemplo para combater a xenofobia e o racismo em Portugal.

Nívia Estevam é um exemplo de força e coragem. Ela e seu companheiro enfrentaram uma situação traumática e lutaram por justiça, não apenas para eles, mas para todas as vítimas de violência e discriminação por motivos raciais ou culturais. Eles provaram que é possível enfrentar o preconceito e obter resultados positivos.

Hoje, Nívia e José Lucas seguem suas vidas em Portugal, mas com mais consciência dos desafios que ainda precisam ser superados na luta contra a xenofobia e o racismo. Eles esperam que, com a divulgação de seu caso, mais pessoas possam se conscientizar e se unir para combater essas formas de violência, que ferem não só as vítimas, mas toda a sociedade.

Nívia termina com uma mensagem de esperança e incentivo: “Não podemos nos calar diante de atos de violência e

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