O ex-ministro do Trabalho e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Marinho, voltou a criticar os juros altos no Brasil, afirmando que eles são um entrave para a economia e prejudicam o desenvolvimento do país. Em entrevista recente, Marinho questionou as diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN) e destacou a importância de se buscar alternativas para reduzir os juros e estimular o crescimento econômico.
A preocupação com os juros altos no Brasil não é nova. Há anos, economistas, empresários e políticos vêm alertando sobre os impactos negativos dessa política monetária para a economia brasileira. Com taxas que chegam a ser as mais altas do mundo, o país enfrenta dificuldades para atrair investimentos, manter a inflação sob controle e impulsionar o crescimento econômico.
Segundo Marinho, essa política de juros altos tem consequências diretas no mercado de trabalho, afetando principalmente os trabalhadores mais vulneráveis. Com a desaceleração da economia, as empresas tendem a reduzir investimentos e cortar custos, o que acaba resultando em demissões e aumento do desemprego. Além disso, o alto custo do crédito dificulta o acesso ao financiamento e inviabiliza projetos de expansão das empresas, o que também afeta a geração de empregos.
O ex-ministro também ressaltou que, ao contrário do que muitos acreditam, a redução da taxa básica de juros, a Selic, não necessariamente resultaria em uma disparada da inflação. Segundo ele, o Brasil possui uma economia diversificada e com diferentes níveis de maturidade, o que significa que existem setores que podem absorver aumentos de preços sem gerar pressões inflacionárias. Além disso, o controle da inflação pode ser feito por meio de outras políticas, como a política fiscal e o controle dos gastos públicos.
Recentemente, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um estudo que apontou os impactos positivos de uma redução dos juros para a economia brasileira. Segundo o estudo, uma queda de 2% na taxa Selic poderia gerar um aumento de 2,5% no PIB e criar cerca de 2,5 milhões de empregos em um período de quatro anos.
Diante desses dados, é difícil compreender a resistência do CMN em adotar medidas para reduzir os juros. Enquanto países desenvolvidos possuem taxas de juros próximas de zero, o Brasil mantém uma política ultrapassada que prejudica o crescimento e a geração de empregos. É preciso lembrar que, além de afetar diretamente a vida dos trabalhadores, os juros altos também impactam negativamente na vida dos empresários, que são os responsáveis por gerar empregos e impulsionar a economia.
Marinho também ressaltou a importância de se pensar no longo prazo e na sustentabilidade do crescimento econômico. Enquanto o governo atual se preocupa em apresentar dados positivos no curto prazo, é preciso pensar em políticas que garantam um crescimento sustentável e duradouro para o país. Isso só será possível com a redução dos juros e uma política econômica que priorize o desenvolvimento e o bem-estar da população.
Apesar das críticas, o ex-ministro afirmou que o resultado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de 2025 não pode ser desprezado. Segundo ele, os dados mostram um cenário positivo e demonstram que o país possui potencial para crescer. No entanto, é preciso ter a coragem de enfrentar os desafios e ad










