Luiz Marinho, ex-ministro do Trabalho e candidato ao governo de São Paulo, voltou a criticar os altos juros praticados no Brasil. Em entrevista recente, ele destacou que esses juros têm sido um dos principais responsáveis pela desaceleração da economia e ressaltou a importância de se discutir as diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Segundo Marinho, os juros altos têm impacto direto no crescimento econômico e na geração de empregos. Ele afirmou que, enquanto o governo comemora o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2025 como positivo, o número de vagas criadas não é suficiente para suprir a demanda do mercado de trabalho.
O Caged de 2025 apontou um saldo positivo de 1,5 milhão de empregos formais, o melhor resultado desde 2018. No entanto, para Marinho, esse número não é desprezível, mas também não pode ser considerado satisfatório. Ele defende que a desaceleração da economia resultante dos juros altos prejudica a criação de mais empregos e afeta diretamente a vida das pessoas.
O ex-ministro ressaltou que os juros altos têm sido uma realidade no Brasil há muitos anos, mas que é preciso questionar se essa é a melhor estratégia para a economia do país. Ele destacou que, enquanto os juros no Brasil estão em torno de 6,5%, em países desenvolvidos como os Estados Unidos e a Europa, eles giram em torno de 2%.
Marinho também destacou que a política de juros altos tem um impacto negativo na vida da população mais carente, que é a mais afetada pelo desemprego e pela falta de oportunidades. Ele ressaltou que é preciso encontrar alternativas para estimular o crescimento econômico sem prejudicar a população mais vulnerável.
O ex-ministro defende que é preciso discutir de forma mais ampla as diretrizes do Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão responsável por definir as políticas monetárias do país. Ele acredita que é necessário repensar a estratégia de manter os juros altos como forma de controlar a inflação e que é preciso buscar soluções mais efetivas e menos prejudiciais para a economia.
Ao questionar as diretrizes do CMN, Marinho também destaca a importância de um diálogo mais amplo com a sociedade e com os setores econômicos para encontrar soluções que beneficiem a todos. Ele ressalta que é preciso buscar um equilíbrio entre o controle da inflação e o estímulo ao crescimento econômico, pois ambos são fundamentais para o desenvolvimento do país.
Além disso, Marinho defende que é preciso investir em políticas públicas que estimulem o crescimento econômico e a geração de empregos, como por exemplo, a retomada de obras paralisadas e a ampliação de investimentos em programas sociais. Ele também ressaltou a importância de uma reforma tributária que desonere a produção e estimule os investimentos.
Em suas declarações, Marinho deixa claro que acredita que é possível encontrar alternativas para reduzir os juros e estimular a economia sem comprometer o controle da inflação. Ele defende que é preciso adotar uma política mais inteligente e efetiva, que leve em consideração o desenvolvimento social e econômico do país.
Ao questionar as diretrizes do CMN, Marinho também mostra que é importante avaliar as políticas econômicas adotadas e buscar soluções mais efetivas e menos prejudiciais para a população. Ele acredita que o diálogo e a busca por alternativas mais viáveis podem levar o Brasil a um









