O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) é um dos indicadores mais importantes para medir a inflação de preços no atacado. E, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPA registrou uma queda de 0,12% em dezembro de 2025. Além disso, no acumulado do ano, os preços ao produtor apresentaram uma queda de 3,35%. Esses números são reflexo de um cenário econômico desafiador, mas também trazem boas notícias para a economia brasileira.
O IPA é um dos três componentes que compõem o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que é amplamente utilizado como referência para reajustes de aluguéis e contratos de serviços. Os outros dois componentes são o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Juntos, eles formam um indicador completo da inflação, que afeta diretamente a vida dos brasileiros.
A queda de 0,12% no IPA em dezembro é um resultado significativo, pois representa a primeira deflação (queda de preços) registrada desde maio de 2025. Isso significa que os preços dos produtos vendidos no atacado estão mais baixos do que no mês anterior. E essa tendência de queda também foi observada ao longo do ano, com uma redução acumulada de 3,35% nos preços ao produtor.
Essa queda nos preços ao produtor é um reflexo direto da desaceleração da economia brasileira. Com a pandemia de COVID-19, muitas empresas tiveram que reduzir sua produção ou até mesmo fechar as portas temporariamente. Isso resultou em uma menor demanda por matérias-primas e insumos, o que fez com que os preços no atacado caíssem.
Além disso, a queda nos preços do petróleo também contribuiu para a deflação no IPA. Com a diminuição da atividade econômica em todo o mundo, houve uma redução na demanda por combustíveis, o que fez com que os preços do petróleo caíssem. Como o petróleo é um dos principais insumos utilizados na produção de diversos produtos, essa queda se refletiu nos preços ao produtor.
No entanto, essa deflação no IPA não deve ser vista como algo negativo. Pelo contrário, ela pode trazer benefícios para a economia brasileira. Com os preços no atacado mais baixos, as empresas podem reduzir seus custos de produção e, consequentemente, oferecer produtos com preços mais competitivos no mercado. Isso pode estimular o consumo e ajudar a impulsionar a economia.
Além disso, a queda no IPA também pode contribuir para a redução da inflação no varejo, medida pelo IPC. Com os preços no atacado mais baixos, é possível que os varejistas também reduzam seus preços para atrair mais consumidores. Isso pode ajudar a controlar a inflação e trazer alívio para o bolso dos brasileiros.
No entanto, é importante ressaltar que a queda no IPA não significa que a inflação está sob controle. O IPC ainda registrou uma alta de 0,89% em dezembro, e o IGP-M fechou o ano com uma queda acumulada de 1,05%. Além disso, a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou 2025 em 8,05%, bem acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 5,25%.
Portanto, é necessário que o governo continue adotando medidas para controlar a inflação









