Apesar do adiamento da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que estava prevista para o último sábado, a cimeira realizada na Foz do Iguaçu não resultou em um fechamento de portas por parte dos países sul-americanos. Pelo contrário, o encontro teve como principal objetivo pedir que o lado europeu se decida de vez e avance com a assinatura do acordo.
A cimeira, que reuniu líderes dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e da União Europeia, foi marcada por um clima de otimismo e esperança em relação ao acordo de livre comércio entre os dois blocos. Após quase duas décadas de negociações, o acordo foi finalmente alcançado em junho de 2019, mas sua assinatura foi adiada devido a questões políticas e ambientais.
No entanto, mesmo com o adiamento, os líderes sul-americanos não demonstraram desânimo ou descontentamento. Pelo contrário, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou que o acordo é uma “oportunidade única” para os países envolvidos e que o Mercosul está pronto para avançar com a parceria. O presidente argentino, Alberto Fernández, também destacou a importância do acordo para a economia e o desenvolvimento dos países sul-americanos.
A cimeira na Foz do Iguaçu também contou com a presença de representantes de diversos setores da sociedade, como empresários, sindicatos e organizações ambientais. Todos eles demonstraram apoio ao acordo e enfatizaram a importância de sua assinatura para o crescimento econômico e a geração de empregos nos países envolvidos.
Além disso, a cimeira também foi marcada por um apelo aos líderes europeus para que superem as questões que estão impedindo a assinatura do acordo. Entre elas, estão as preocupações com o desmatamento na Amazônia e a postura do governo brasileiro em relação às questões ambientais. No entanto, os líderes sul-americanos afirmaram que estão dispostos a dialogar e encontrar soluções para essas questões, a fim de garantir a viabilidade do acordo.
O acordo entre a União Europeia e o Mercosul é considerado um dos maiores tratados de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 780 milhões de pessoas e um quarto da economia global. Além de promover a redução de tarifas e barreiras comerciais, o acordo também prevê a cooperação em áreas como meio ambiente, direitos trabalhistas e propriedade intelectual.
Portanto, é fundamental que a assinatura do acordo seja concretizada o mais rápido possível, a fim de impulsionar a economia e o desenvolvimento dos países envolvidos. Além disso, o acordo também pode ser visto como um sinal de união e cooperação entre a Europa e a América do Sul, em um momento em que o mundo enfrenta diversos desafios e incertezas.
Em resumo, a cimeira na Foz do Iguaçu deixou claro que o lado sul-americano está comprometido e pronto para avançar com o acordo de livre comércio com a União Europeia. Agora, é necessário que os líderes europeus também se decidam de vez e deem um passo importante para fortalecer as relações entre os dois blocos. O acordo é uma oportunidade única para promover o crescimento econômico e a cooperação entre os países envolvidos, e sua assinatura é aguardada com grande expectativa por todos.











