Nos anos 90, um filme se tornou um clássico do natal e conquistou o coração de crianças e adultos ao redor do mundo: “Sozinho em Casa”. A história de um menino de 8 anos que é esquecido pela família em meio às férias de natal e precisa enfrentar dois ladrões atrapalhados para proteger sua casa, utilizando sua criatividade e astúcia, encantou milhões de espectadores. Porém, se esse filme fosse produzido nos dias atuais, será que ele seria tão focado na criatividade infantil como foi na época? Ou seria mais sobre a literacia digital?
Vivemos em uma era completamente diferente daquela em que “Sozinho em Casa” foi lançado. A tecnologia evoluiu de forma exponencial e a internet se tornou parte integrante de nossas vidas. Crianças hoje em dia não apenas assistem a filmes, elas também estão imersas em um mundo digital, onde precisam compreender riscos, gerenciar permissões, atualizar dispositivos e desconfiar de comportamentos invulgares. Por isso, é importante discutir como seria um “Sozinho em Casa” moderno, em que a literacia digital seria o foco principal.
Em primeiro lugar, é importante entender o que é literacia digital. De acordo com a Unesco, a literacia digital é “a capacidade de usar tecnologias digitais de forma crítica, criativa e estratégica para alcançar objetivos pessoais, profissionais e sociais”. Ou seja, não se trata apenas de saber como utilizar a tecnologia, mas sim de ter habilidades para lidar com ela de forma consciente e segura.
No filme “Sozinho em Casa”, Kevin, o protagonista, precisava encontrar formas criativas de se proteger dos ladrões, utilizando objetos comuns da casa. Porém, em um “Sozinho em Casa” moderno, Kevin precisaria ter conhecimentos de literacia digital para proteger sua casa de ameaças virtuais. Por exemplo, ele teria que saber como criar senhas seguras para seus dispositivos, como atualizar seus antivírus e como identificar possíveis tentativas de invasão em sua rede de internet.
Além disso, o filme também mostrava Kevin se divertindo criando armadilhas para os ladrões. Mas e se essas armadilhas fossem digitais? Em um mundo cada vez mais conectado, é importante que as crianças saibam como se proteger no ambiente virtual. Isso inclui saber identificar códigos maliciosos, como vírus e trojans, e como se proteger deles. Kevin também precisaria ter cuidado ao compartilhar informações pessoais e entender a importância de manter sua privacidade na internet.
Outro aspecto importante da literacia digital é a compreensão dos riscos que estão presentes na internet. Assim como a rua pode ser perigosa para uma criança desacompanhada, a internet também pode trazer riscos, como o cyberbullying e o acesso a conteúdos inadequados. Em um “Sozinho em Casa” moderno, Kevin teria que saber como lidar com esses riscos, seja denunciando o bullying, seja utilizando ferramentas de controle parental para limitar o acesso a conteúdos impróprios.
Além disso, a literacia digital também engloba o entendimento de como funciona a internet e como utilizá-la de forma mais eficiente. Kevin poderia utilizar seus conhecimentos para encontrar informações relevantes e aprender novas habilidades, como programação ou edição de vídeo. Ele também poderia utilizar a tecnologia para se comunicar com sua família e amigos, mesmo estando sozinho em casa.
Em um “Sozinho em Casa” moderno, a criatividade ainda seria importante, mas não seria o único fator para garantir a segurança do protagonista. A literacia digital seria um fator determinante para











