Apesar de todos os avanços conquistados na luta contra os padrões de beleza impostos às mulheres ao longo dos anos, uma nova onda preocupante tem surgido e vem colocando em risco todo o progresso feito até então. O ideal de magreza, que por tanto tempo foi imposto como sinônimo de beleza e sucesso, está voltando a ganhar força e causando danos irreparáveis à autoestima e saúde das mulheres.
Durante décadas, a sociedade impôs às mulheres uma imagem inalcançável de beleza, baseada na magreza extrema. A mídia, com suas propagandas e capas de revistas, apenas reforçava essa ideia, fazendo com que as mulheres se sentissem inadequadas caso não se encaixassem nesse padrão. Esse cenário provocou inúmeros transtornos alimentares, além de uma baixa autoestima generalizada entre as mulheres.
No entanto, nos últimos anos, a luta contra esse ideal de magreza começou a dar frutos. Movimentos de aceitação do corpo, como o “body positive” e “curvy is the new black”, ganharam força e trouxeram à tona a importância de se aceitar e amar o próprio corpo, independentemente de qualquer padrão imposto pela sociedade. Mulheres de diferentes tamanhos, cores e idades passaram a ser representadas e valorizadas nas mídias e nas redes sociais, mostrando que a beleza vai além de um único padrão.
No entanto, apesar desses avanços, uma nova onda vem surgindo e ameaçando todo o progresso feito até agora. Com a popularização das redes sociais, as pessoas têm se exposto cada vez mais e, infelizmente, muitas vezes acabam se comparando com outras pessoas, principalmente com as influenciadoras digitais. E é nesse contexto que o ideal de magreza volta a ganhar força.
Influenciadoras digitais com corpos considerados “perfeitos” passaram a ser referência para muitas mulheres, que buscam seguir suas rotinas de exercícios e alimentação na esperança de alcançar um corpo igual. No entanto, o que essas mulheres não percebem é que essas influenciadoras também são vítimas dos padrões de beleza impostos pela sociedade. Muitas delas se submetem a dietas restritivas e treinos intensos para manterem a aparência que é considerada “ideal” e, muitas vezes, acabam sofrendo com transtornos alimentares e outros problemas de saúde.
Além disso, a nova onda de idealização da magreza também tem se manifestado em outras áreas, como na moda. Muitas grifes e marcas de roupas continuam produzindo peças em tamanhos pequenos, deixando de fora as mulheres que não se encaixam nesse padrão. Isso reforça a ideia de que apenas um tipo de corpo é aceitável e desejável, fazendo com que muitas mulheres se sintam excluídas e inadequadas.
É importante ressaltar que não há nada de errado em ter um corpo magro, assim como não há nada de errado em ter um corpo com curvas. Cada corpo é único e deve ser valorizado da forma como é. A diversidade é o que torna a beleza tão especial e, por isso, é essencial que essa nova onda de idealização da magreza seja combatida.
É necessário que a sociedade como um todo entenda que não existe um padrão de beleza único e que a diversidade deve ser celebrada. É preciso que as marcas de roupas e a mídia sejam mais inclusivas e representem de fato a diversidade de corpos que existe. Além disso, é fundamental que as mulheres não se comparem com outras e aprendam a amar seus corpos, independente de qualquer padrão impost











